Escola Bíblica Dominical



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Pr. Isaías Silva


LIÇÃO 06 - O FILHO COMO O VERBO DE DEUS |

É impraticável querer argumentar sobre Jesus e seu ministério sem levar em conta a forma maravilhosa da sua manifestação entre os homens. Conhecer sua origem e permanência entre nós consolida nossa fé. Saber que Jesus esteve conosco estabelece motivação para vencermos as constantes lutas que enfrentamos.
Deus reservou aos homens o melhor de sua glória ao planejar o envio de seu Filho ao mundo. Toda a experiência de uma pessoa com Jesus em seu início é raza, levando em conta a dureza dos nossos corações, gerada pelo pecado. No entanto, a perseverança e firmeza neste propósito leva-nos a dimensões consideráveis desta fonte de vida e poder que o relacionamento mais íntimo de Jesus com os homens oferece. O Evangelho de João é o canal de Deus para nos fazer compreender sobre a presença de Jesus, o Verbo divino, entre homens. Jesus não é uma criatura de Deus. Uma coisa é avaliar, através da Bíblia, nas citações dos apóstolos, a magistral encarnação do Verbo entre nós; outra é poder, na mesma Bíblia, ouvir Jesus falando com seus próprios lábios, identificando-se como aquele que sempre foi, sempre é, e sempre será o Filho glorificado que, mesmo tendo deixado a glória momentânea, providencialmente retornou com honras. De forma clara vemos isso na oração sacerdotal, quando Ele mesmo confirma sua existência eterna: “antes que houvesse mundo", Jo 17: 5.
Enquanto os três outros Evangelhos iniciam-se falando sobre o nascimento de Jesus, João, indo muito mais distante, revela sua existência antes da criação: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus... e o Verbo era Deus”, 1: 1. Refere-se a um tempo a que chama de princípio que, em consonância com Gn. 1: 1, também revela um tempo ocorrido antes da obra criadora de Deus, Col. 1: 17.
Isso nos leva a entender o grande amor de Deus e seus desígnios. Podemos saber que Deus não se assentou no vazio de uma terra sem forma para comandar o nada, mas planejou a sua obra e a estabeleceu para fazer o homem coroa de sua criação e que nisto sentiu prazer e deleite. Ef. 3: 9 aponta também para este princípio quando diz: “desde os séculos oculto em Deus...
Antes da encarnação de Jesus, sua vinda era contemplada, crida e aceita pela fé. Isaías disse que o povo que andava em trevas (os perdidos) viu uma grande luz,( Is. 9: 2 ). Depois de considerar a existência e capacidade do Verbo, João passa a mostrar em síntese o processo completo de sua humanização, usando duas palavras: verbo e luz.
Luz dos homens. Primeiro fala da presença do Verbo com Deus, sendo Deus, agindo como Deus, para depois falar da luz, no extraordinário verso 4. Nesse ponto Deus está graciosa e generosamente voltando-se para o homem. Luz é um termo para homens, é vida, e contrasta com trevas, a morte eterna. Luz é algo novo, que contrasta com a idéia de antiguidade expressa por “no princípio”.
Habitou entre os homens. O verso 14 relata uma das mais conhecidas citações em toda a Bíblia: “0 Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai.” Além de outras grandes lições, esta passagem deixa claro o ponto básico deste estudo: a encarnação do Verbo. Recebeu forma humana e tabernaculou entre os homens. Que fato extraordinário quando visto de nossa frágil perspectiva: um Deus tão gigante e glorioso se digna assumir de forma mais direta e envolvente possível a nossa conjuntura desgastada. E apresentou-se cheio de graça e de verdade entre os homens.
O nascimento. Assim, em (Lc. 1: 31-35) temos a mensagem do anúncio do nascimento de Jesus a Maria, como uma introdução maravilhosa, onde Deus, por causa de sua santidade e propósito, revela que Maria ficaria grávida pelo Espírito Santo. O texto de (Lc. 2 : 7) registra o nascimento em seu momento preciso: “E ela deu à luz...” concretizando a encarnação majestosa.
O nome Jesus. Deus nunca precisou, no tocante a si mesmo, de nome ou nomes para ser visto. Mas já que o propósito da intervenção de Deus, no que se refere à salvação, era Jesus, então uma identidade divina entre os homens precisava ser alcançada. E por isto Deus ordenou ao seu anjo que levasse a Maria o nome que o seu Filho obteria na terra:( Lc. 1: 3). Jesus, no hebraico, quer dizer salvador. Depois de ter considerado a origem e a encarnação do Verbo, para conhecê-lo melhor, vejamos agora o seu caráter, baseados no texto de (Cl. 1: 15-17).
A imagem visível. O v. 15 diz que Jesus é a imagem do Deus invisível, apontando para a revelação do próprio Deus, pois a expressão imagem está ligada também à encarnação, ou seja, é uma forma humana de se ver Deus. Primogênito. Termo que Paulo usa para definir a característica de Jesus como aquele que se revela ao mundo e pode ser percebido por aqueles que crerem nEle. Criador. Termo usado para se referir a Jesus, v.16, confirmando sua participação na obra criadora. Todavia mais excelente aqui é o destaque sobre sua relevância sublime no céu. Se admitimos que Ele também estava no princípio e que é feitor de todas as coisas, admitimos também que é poderoso pela e entre as obras que fez. De fato, o v. 17 informa sobre sua preexistência e salienta o seu domínio. Isso está claramente confirmado em (Hb 1: 2-3), onde o desconhecido escritor aborda também, além da revelação que nEle consiste, a excelência do seu nome, e sua superioridade entre os anjos. Prossigamos sem temor, depois de termos entendido a grandeza de Deus, e de como se revelou através de seu Filho que se encarnou, favorecendo-nos em nossa salvação. Desejo aos amados irmãos um maravilhoso e abençoado estudo da Bendita e Poderosa Palavra de Deus . Na em Cristo - Dirlei Melo.
Comentarista: Pr. Douglas Baptista. 👇




Dr. CARAMURU👇






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 PROFESSOR, VOCÊ CONHECE OS TERMOS USADOS NESTA REVISTA? VAMOS NOS ATUALIZAR ENTÃO?

GRÁFICO GLOSSÁRIO DE TERMOS DA REVISTA
3º TRIMESTRE 


Nossa nova revista de adultos 3º Trimestre de 2023 trata de um tema importante: APOLOGÉTICA CRISTÃ. Portanto ela aborda temas voltados à MODERNIDADE, ao SISTEMA MUNDANO que está agindo no mundo desde Babel de onde veio a Babilônia. Entretanto esse espírito babilônico tem se renovado a cada era que passamos. Então, pensando nisso, como nossa revista contém vários termos que aludem a esse ataque do adversário ao povo de Deus, procuramos ler toda a revista e identificar todos esses termos e criar um GLOSSÁRIO com todos esses termos. Acredito ser necessário para que o Professor aprenda esses conceitos que estão presentes nas revistas e assim explicar melhor aos alunos. Também pode imprimir uma folha grande e ministrar em classe. Lembrando que, como são cerca de 15 termos, eles estão sendo feitos em partes e na sequencia das lições. Bom uso. Deus abençoe *Disponibilizaremos o gráfico em alta resolução em nossos grupos de WZP





    



 

   















A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A Escola Dominical nasceu da visão de um homem que, compadecido pelas crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel.
Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.
É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês.
Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?
Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso e incondicional.
Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.
No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.
Mui apropriadamente, escreve o pastor Antônio Gilberto: "Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe".
Além de Robert Raikes, muitos foram os evangelistas que se preocuparam com o ensino sistemático da Palavra de Deus às crianças. Eis o que declarou o príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon: "Uma criança de cinco anos, se ensinada adequadamente, pode crer para a salvação tanto quanto um adulto. Estou convencido de que os convertidos de nossa igreja que se decidiram quando crianças são os melhores crentes. Julgo que são mais numerosos e genuínos do que qualquer outro grupo, são mais constantes, e, ao longo da vida, os mais firmes".
Assim reafirmou Moody o seu apoio ao ensino cristão: "Há muita desconfiança na igreja de hoje quanto à conversão de crianças. Poucos crêem que elas podem ser salvas; mas, louvado seja o Senhor, esta mentalidade já está modificando -uma luz começa a brilhar".
Expressando o mesmo sentimento que levou Robert Raikes a fundar a Escola Dominical, pondera o pastor Artur A. M. Gonçalves, reitor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo: "As maiores vítimas dos males da nossa sociedade estão sendo as crianças. E é das crianças que vêm os mais angustiantes apelos. Para construirmos um mundo melhor, concentremos nossos esforços nas crianças. Para expandirmos o Reino de Deus, demos prioridade à evangelização das crianças".
VI. A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL
A Escola Dominical no Brasil teve como nascedouro a cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A data jamais será esquecida: 19 de agosto de 1885. Nesse dia, os missionários escoceses Robert e Sara Kalley dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi o suficiente para que o seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.
Hoje, naquele local, acha-se instalado um colégio, que faz questão de preservar o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.










OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL
Quatro são os objetivos primaciais da Escola Dominical: ganhar almas, educar o ser humano na Palavra de Deus, desenvolver o caráter cristão e treinar obreiros.
1. Ganhar almas. Ganhar almas significa convencer o pecador impenitente, através do Evangelho de Cristo, quanto à premente necessidade de arrepender-se de seus pecados, e aceitar o Filho de Deus como o seu Único e Suficiente Salvador.
Evangelizar, ou ganhar almas, é o primordial objetivo da Escola Dominical. Pois antes de ser a principal agência educadora da Igreja, é a E.D. uma agência evangelizadora e evangelística.
• Evangelizadora. proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina.
• Evangelística. prepara obreiros para a sublime missão de ganhar almas.
Dessa forma, cumpre a Escola Dominical a principal reivindicação da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mt 28.18-20). A E. D. que não evangeliza não é digna de ostentar tão significativo título.
2. Educar o ser humano na Palavra de Deus. Em linhas gerais, educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.
No âmbito da Escola Dominical, educar implica em formar o caráter humano, consoante às demandas da Bíblia Sagrada, a fim de que ele (o ser humano) seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do Criador.
As Sagradas Escrituras têm como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir
em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16,17).
O Dr. Clay Risley achava-se bem ciente quanto a essa missão da Escola Dominical: "Um jovem educado na Escola Dominical raramente é levado às barras dos tribunais".
3. Desenvolver o caráter cristão. Também é missão da Escola Dominical a formação de homens, mulheres e crianças piedosos. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo é irreplicável: "Exercita-te a ti mesmo na piedade" (1 Tm 4.7).
A piedade não se adquire de forma instantânea. Advém-nos ela de exercícios e práticas espirituais que nos levam a alcançar a estatura de perfeitos varões. Lembro-me, aqui, das apropriadíssimas palavras de Alan Redpath: "A conversão de uma alma é o milagre de um momento; a formação de um santo é a tarefa de uma vida inteira".
Só nos resta afirmar ser a Escola Dominical uma oficina de santos. Ela ensina a estes como se adestrarem na piedade até que venham a ficar, em todas as coisas, semelhantes ao Senhor Jesus. Assim era SaduSundar Singh - o homem que se parecia com o Salvador. O que dizer de Thomas à Kempis? Em sua Imitação de Cristo, exorta-nos a celebrar diariamente a piedade para que alcancemos o ideal do Novo Testamento: a parecença do homem com o seu Criador. No cumprimento desse ideal tão sublime, como prescindir da Escola Dominical?
4. Treinar obreiros. Embora não seja um seminário, nem possua uma impressionante grade curricular, é a Escola Dominical uma eficientíssima oficina de obreiros. De suas classes é que saem os diáconos, os presbíteros, os evangelistas, os pastores, os missionários e teólogos.
A pesquisa efetuada pelo Dr. C. H. Benson referenda o que está sendo dito: "Um cálculo muito modesto assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em algum tempo, alunos da Escola Bíblica Dominical".
Como discordar de Benson? Se hoje escrevo este livro é porque, quando ainda tenro, meus pais preocuparam-se em levar-me a este bendito educandário. Lembro-me das recomendações que o saudoso José Gomes Moreno, pastor na cidade paulista de São Bernardo do Campo, fazia aos nossos pais: "Não mande seus filhos à Escola Dominical. Venha com eles".

Dos obreiros, professores e doutores na Palavra que hoje conheço, todos tiveram uma herança espiritual comum: a Escola Dominical, cuja história, como veremos a seguir, remonta aos tempos bíblicos.








UMA BOA AULA                                       
 Isaias Silva
Escolas vazias, alunos ausentes. Aulas chatas. Professores desmotivados.
Tudo isso tem um principal motivo: “A FALTA DE UMA BOA AULA. ”
Mas o que é uma boa aula, afinal?
Uma boa aula, segundo a pedagogia e a didática, é quando temos:
- Algo novo para ouvir,
- Algo novo para vê.
- Algo novo para aprender.
- Algo novo para fazer.
Assim como na escola secular, o professor da escola dominical deve estudar e aplicar em sala de aula os princípios da pedagogia e da didática para que tenha um bom resultado no ensino, e em consequência desta aplicação, gerar uma “BOA AULA. ”
Escrevi abaixo algumas dicas para o professor da escola dominical gerar uma boa aula:
-Faça um plano de aula. (esboço)
- Pesquise, pesquise muito o assunto da lição. (biblioteca, internet, etc)
- Estude na semana o assunto da lição. (e não só no sábado á noite)
- Estude a bíblia, faça cursos bíblico e teológico, procure atualizar-se.  
- Para cada lição, prepare uma dinâmica. (recursos didáticos)
- Para cada aula, prepare uma ilustração. (figura de linguagem)
- Faça perguntas, dentro do assunto da lição, para seus alunos. (pedagogia)
- Aplique o assunto da lição para os dias atuais. (hermenêutica)
- Procure tirar as principais dúvidas dos seus alunos sobre o assunto da lição.
- Cumprimente os seus alunos, um por um, e os convide para retornar á próxima aula.
- Pare de contar ”HISTORINHAS”, faça uma boa introdução da aula, e vá direto ao assunto.
- Faça de tudo para que os seus alunos saiam da aula com um gosto de “QUERO MAIS. ”
- Ore por você e por seus alunos, só assim alcançarás os objetivos.



AS FUNÇÕES DO PROFESSOR
Os professores exercem muitas funções na sala de aula.
Depois de um período em que lidou com tinta, cartazes e materiais de colagem, eles poderão sentir que sua função mais adequada é a de zelador. Ou, quando um aluno precisa de alguém com quem conversar, então o papel de conselheiro é o mais apropriado. Poderíamos fazer uma lista de doze ou mais funções que o professor exerce no decorrer de vários períodos de ensino. Neste capítulo, focalizamos quatro funções especialmente importantes.
Talvez a função mais importante que um professor desempenha é a de amigo dos alunos. Não estamos falando sobre um relacionamento íntimo como o de colegas de turma.
Estamos enfatizando o relacionamento pessoal de cuidado, de amor, que é tão importante para que as pessoas possam comunicar-se e crescer juntas. Lembre-se, por um momento, dos professores que você teve na Escola Dominical, ou na escola secular. Procure pensar em um ou dois professores específicos que você considerava amigos. Tenho feito esta sugestão a muitas pessoas e ouvido declarações como estas:
“Tínhamos oportunidade de conhecê-los fora da sala
de aula.”
“D.................... sempre nos chamava pelo nome.”

“Algumas vezes, o Prof.................... vinha à nossa casa para me visitar e à minha família.”
“Sempre estavam atentos ao que nós dizíamos. ”
“Eles se interessavam por aquilo que a gente também achava interessante. ”
Tenho certeza de que você poderia acrescentar à lista suas próprias observações. A maioria dos alunos que terminam o segundo grau e a faculdade teve mais de duzentos professores. Que tragédia seria se alguns desses professores não fossem lembrados como amigos!
O ponto importante aqui é que todos nós temos oportunidade de sermos lembrados pelos alunos como seus amigos.
Mesmo após terem esquecido as matérias que ensinamos.
Apesar de este manual focalizar habilidades, técnicas, atividades e recursos que contribuem para um ensino eficiente, devemos centralizar a atenção no fato de que o relacionamento em nossas classes é de importância primordial. Deus tem sempre atuado e falado através de pessoas. Na sala de aula, somos as pessoas através das quais Deus fala a meninos e meninas, a homens e mulheres.
Outra função importante é a do professor como interprete.
Os professores servem muito melhor como interpretes do que como transmissores. O transmissor envia mensagens numa só direção, da fonte ao receptor. O problema deste tipo de comunicação é que o êxito recai nas mãos do receptor. Ele é quem decide se vai ligar ou não, se vai mudar de faixa, ou se aumenta ou diminui o volume. Minhas observações têm confirmado que, às vezes, aquilo que parece problema de disciplina é exemplo de alunos que estão mudando de faixa ou se desligando de professores transmissores.
Assim, o professor será muito mais eficaz como interprete, porque facilita a comunicação entre pessoas. O intérprete tem de escutar muito cuidadosamente. Tem de conhecer bem as línguas, os marcos de referência e a experiência de ambas as partes. E isto que é necessário na igreja: professores que escutem, que conheçam tanto o mundo da igreja quanto o mundo do aluno. Se os professores servirem mais como intérpretes, descobrirão que os alunos se envolverão muito mais na aprendizagem e se sentirão mais motivados.
Á uma função importante que nenhum professor aceita voluntariamente. Muitos supõem que ela é preenchida por  mais alguém. Referimo-nos à função do professor como elaborador de curriculo. Alistar professores, sugerindo-lhes que sejam elaboradores de currículos, provavelmente faria a tarefa muito mais difícil, porque poucos se sentem qualificados para esse tipo de trabalho. Contudo, antes de passar adiante, vamos olhar o assunto de outro ângulo.
Os professores, usualmente, recebem material para escola bíblica dominical produzido pelas editoras (denominacionais ou independentes). Geralmente, este material consiste em manual do professor e livro do aluno. A esta altura, não estamos preocupados se o material é excelente ou não.
O fato é que o conteúdo desses materiais costuma ser muito geral. E escrito para um mercado nacional de professores e alunos. Para determinada classe, o conteúdo do material pode não atender completamente às necessidades. Somente o professor pode adaptá-lo, ajustá-lo e encaixá-lo para seu grupo de alunos, com perícia, interesses, habilidades específicas e experiências prévias que ele conhece. Somente o professor pode resolver se determinada atividade é, ou não, apropriada para todos, para alguns ou para nenhum dos alunos.
Se dissermos que uma das responsabilidades do professor é planejar lições, não seria surpresa. Pois bem, a lição planejada e usada para um grupo de alunos é o seu currículo. Portanto, os professores devem ser levados a pensar e tomar decisões da mesma maneira que os elaboradores do material para escola bíblica dominical. Não estamos sugerindo que os professores dispensem o material fornecido pela igreja e comecem do nada a elaborar as suas próprias lições. Estamos sugerindo que assumam a responsabilidade de adaptar o currículo a fim de que sirva a uma turma específica.
A quarta função, muito importante, do professor, é que continue a ser aprendiz ■. Eu acho que o melhor programa de educação de adultos, que uma igreja pode ter, é o preparo de professores responsáveis e motivados. Eles devem desejar aprender muito sobre crianças, sobre ensino e sobre os conceitos bíblicos e teológicos que estão ensinando.
Quando os professores são amigos, intérpretes, bons elaboradores de currículo e aprendizes, então quase podemos garantir que ensino e aprendizagem serão estimulantes e gratificantes para professores e alunos.
MANUAL DO PROFESSOR EFICAZ
de Donald L. Griggs.





TREINAMENTO PARA PROFESSORES DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – EBD

 O professor da Escola Bíblica Dominical, deve estar preparado para o exercício de uma das mais nobres virtudes do ser humano em todo o tempo, que é o de ensinar. Em todo o mundo milhões e milhões de dólares são gastos todos os anos com o ensino e com a formação de novos professores. Na Igreja de Cristo não devia ser diferente, contudo não vemos a mesma ênfase que o mundo dá aos seus mestres, dentro de nossas igrejas.
Para o bom desempenho do professor da Escola Bíblica Dominical é preciso que ele esteja preparado para ensinar, pronto para discipular e pronto a exercer a liderança no grupo.
Durante o treinamento vamos abordar os temas a seguir enumerados como: “O Discipulado na E.B.D.”, “A Dicotomia Entre o Formado e o Leigo na E.B.D.” e “O Que é Preciso Para se Ter Uma Liderança Eficaz”.

1. ENSINO


 Ensinar é uma das missões da igreja. Muitas igrejas se acham anêmicas espiritualmente porque não tem dado ênfase ao estudo da Palavra de Deus. Por falta de Profeta o povo se corrompe. O crente que não conhece a Bíblia está propenso a deixar-se levar por qualquer vento de doutrina que passa. O apóstolo Paulo tinha grande preocupação com relação a questão do ensino. Em Romanos 12:7, ele chamou a atenção escrevendo: “Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar haja dedicação ao ensino”.

1.1 Ministério da Educação Cristã

2. O ministério da educação cristã está associado com o ensino da Palavra de Deus no seio da igreja. Deste modo, é preciso que se tenha obreiros devidamente preparados e treinados para o exercício deste ministério. Muitas igrejas não têm dado o devido apoio a aqueles que tem se dedicado a Educação Cristã, contudo tem incorrido em uma falta muito grande, que é estar omissa as necessidades espirituais de seus membros.

 1.2 Escola Bíblica Dominical

 A Escola Bíblica Dominical tem como meta o ensino da Palavra de Deus. Ultimamente temos visto e ouvido de muito descaso nesta área por parte de algumas denominações. Preocupados com o esvaziamento da escola bíblica, muitos grupos tem conclamado congressos e simpósios para tratar do assunto, com vistas a ter-se uma sensível melhora nesta área. Sabemos que os problemas na área da Escola Bíblica Dominical são muitos e envolvem muitas questões. A freqüência à escola dominical tem caído muito nos últimos anos e de acordo com os dados estatísticos, se acha em torno de 50 a 60% de freqüentadores assíduos. A qualidade do ensino tem caído quase na mesma proporção. É preciso motivar as pessoas para que realmente sintam necessidades da busca de conhecimento da Palavra. Devemos dar prioridade ao ensino bíblico em nossas igrejas. Há igrejas evangélicas que tem substituído os assuntos inerentes a Bíblica por assuntos seculares, o que tem se tornado em instrumento de desmotivação de parte considerável dos membros, que preferem unicamente o estudo da Palavra.
1.3 Escola de Treinamento de Professores
Deve ser dado ênfase ao treinamento de pessoas vocacionadas para o ministério do ensino, oferecendo-lhes condições favoráveis para o seu devido preparo. A igreja, deve encaminhar os seus candidatos as Faculdades Teológicas para melhor se prepararem para exercerem esse ministério. Devemos ajudar a todos os irmãos que tem colocado suas vidas à disposição do Senhor, ingressando em uma Faculdade para se preparar, para melhor servir a causa do Mestre. Devemos colocá-los diante de Deus em nossas orações e ajudá-los financeiramente se necessário for. A Igreja, deve então, disponibilizar recursos de seu orçamento para a formação de novos Bacharéis em Teologia, não somente em Ministério Pastoral ou em Missões, mas também e principalmente em Ministério de Educação Cristã. Uma vez completado o curso teológico, o novo Bacharel em Educação Cristã, estará apto e credenciado para dar início ao seu ministério de ensinar a Palavra de Deus.


1.4 Unidade no Corpo de Cristo
A união ou comunhão na igreja é primordial, pelo que Jesus rogou ao Pai, dizendo: “... Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que os tens amado a eles como me tens amado a mim (João 17:21-23). Este é o grande ensino de Jesus acerca da comunhão e esta deve ser a grande meta da igreja de Jesus. Só há uma maneira do mundo crer que Deus enviou Jesus, se formos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Só há uma maneira do mundo conhecer que Deus enviou a Jesus, se Jesus estiver em nós, assim como o Pai está em Jesus, se formos perfeitos em unidade, assim como Jesus é perfeito em unidade com o Pai. A comunhão na igreja começa na Escola Bíblica Dominical. É nela que os membros tem a oportunidade de aprender sobre a Palavra de Deus e participar com perguntas e colocações que enriquecem a todos. É o local apropriado para o membro expressar todas as suas dúvidas e todos os seus questionamentos colocando-os para fora. E, é acima de tudo, o local ideal para o exercício do discipulado.
1.5 Assessoramento do Pastor

O pastor é o líder da igreja e como tal deve ter uma vida exemplar diante de Deus e dos homens, de modo que a igreja possa ver em seu pastor um exemplo de servo de Cristo. Ele deve estar pronto para treinar, equipar e discipular os santos para melhor servirem a causa de Deus. O pastor deve ser paciente, longânimo, amoroso, e acima de tudo preparado para ensinar, exortar e edificar a igreja em Cristo. Deve ter participação ativa no ensino da Palavra de Deus, quer seja na Escola Bíblica Dominical ou no Púlpito. De modo que o ensino seja relevante em todos os seguimentos na vida da igreja.
O pastor deve ter presença assídua na E.B.D., de modo a estar pronto para auxiliar os professores a esclarecerem dúvidas principalmente as ligadas as doutrinas cristãs etc. Como ele não pode estar em todas as classes da E.B.D. ao mesmo tempo, deve programar-se de modo que possa visitar, em cada domingo uma determinada classe da E.B.D. Assim, o pastor estará dando toda assistência as ovelhas do rebanho, seja em qual for a situação. “Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente; cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (Tiago 5:13-15). Este texto, dá indicação bastante clara do modo como a igreja, como toda deve se conduzir, mas principalmente os líderes e aí se inclui o pastor.

Augusto Bello de Souza Filho
Bacharel em Teologia






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