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Pr. Isaías Silva







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Lição 12 O Filho e O Espirito

Nesta lição, veremos mais uma vez a Trindade desempenhando um papel importante no cumprimento do propósito eterno para salvação da humanidade. Assim como na lição anterior estudamos que o Pai atua em parceria com o Espírito para confirmar a nossa filiação, nesta lição veremos que o Filho exerceu Seu ministério terreno na dependência do Espírito Santo, revelando que a obra redentora é uma ação coordenada pela Trindade. O Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.
A atuação do Espírito na condução do Filho para cumprir Sua missão redentora era indispensável (At 10.38). Essa atuação contou com a submissão e humildade do Filho em se permitir ser conduzido pelo Espírito (Hb 5.7-9). Isso mostra que, mesmo sendo Deus, as três pessoas da Trindade atuam de maneira distinta, porém coordenada. Para compreender melhor a atuação do Espírito na condução do Filho, devemos ter em mente o papel ensinador do Espírito. Conforme a obra "Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal" (CPAD), "ainda há outro aspecto da obra do Espírito Santo como Ensinador: a preparação de Jesus, o Filho encarnado de Deus, para sua tarefa de Rei, Sacerdote e Cordeiro sacrificial. O Espírito Santo veio sobre Maria e lançou a sua sombra sobre ela, gerando nela Jesus, o Filho de Deus. O Espírito Santo foi ensinando o Menino Jesus de tal maneira que, aos 12 anos de idade, deixou atônito os mestres no Templo: 'E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele' (Lc 2.40). Depois de seu batismo no Jordão, Jesus que, segundo a descrição, estava cheio do Espírito Santo, lutou contra o Adversário durante quarenta dias (Lc 4.1-13).

Jesus continuou a andar cheio do Espírito Santo. Por isso, sempre que o Diabo buscou oportunidade para tentá-lo ainda mais, os resultados foram os mesmos. Jesus 'como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado' (Hb 4.15; 2.10-18). Se estivermos cheios do Espírito Santo na luta contra nossa carne e contra o Aversário, também poderemos vencer nossas tentações com a ajuda do Espírito. Cristo veio para nos salvar dos nossos pecados, e não deles" (2021, p. 399).
Observe que a condução do Espírito Santo na vida e ministério do Filho em momento algum anula Seu papel na Trindade ou nega Sua natureza divina. Ao abordarmos esses fatos em nossas classes, é importante enfatizar sempre que cada Pessoa da Trindade exerce Seu papel de maneira individual, mas coordenada com as demais. Essa atuação é vista de maneira muito clara na vida de Jesus, desde Seu nascimento até a realização de Seu ministério terreno, e revela o propósito de Deus em cada detalhe da Sua missão redentora.
(Ensinador Cristão p42)


1. A Trindade na obra da salvação
A salvação da humanidade revela a atuação harmoniosa da Trindade. O Pai envia o Filho, o Filho cumpre a missão redentora e o Espírito Santo coopera na realização dessa obra. Assim, cada Pessoa da Trindade atua de forma distinta, porém em perfeita unidade no plano da redenção (Jo 3.16; Gl 4.4-6; Mt 3.16-17).
2. O Filho dependente da direção do Espírito
Durante o seu ministério terreno, Jesus viveu em submissão e dependência do Espírito Santo. Desde a concepção milagrosa, passando pelo crescimento em sabedoria e pela preparação para o ministério, até a vitória sobre as tentações no deserto, o Espírito conduziu e capacitou o Filho em sua missão (Lc 1.35; Lc 2.40; Lc 2.52; Lc 4.1-13; At 10.38; Hb 5.7-9).
3. A atuação do Espírito não nega a divindade do Filho
A condução do Espírito na vida de Jesus não diminui sua natureza divina. Pelo contrário, revela a perfeita cooperação das Pessoas da Trindade no plano redentor, mostrando que Pai, Filho e Espírito Santo atuam de maneira distinta, porém em plena unidade na obra da salvação (Jo 10.30; Hb 4.15; Hb 9.14; Jo 14.16-17).

REDE BOAS NOVAS👇
JESUS E O ESPÍRITO SANTO
1. Relacionamento desde a concepção.
Jesus mantém um relacionamento profundo com o Espírito Santo desde o início de sua vida terrena.
O Espírito Santo realizou a concepção de Jesus no ventre de Maria (Lc 1.34-35).
2. O Espírito Santo no batismo de Jesus.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus em seu batismo (Lc 3.21-22).
Nesse momento, o relacionamento entre ambos assume um novo aspecto, possível por causa da encarnação.
3. Capacitação para o ministério.
Jesus foi cheio do Espírito Santo (Lc 4.1).
Esse revestimento o preparou para:
Enfrentar Satanás no deserto
Iniciar seu ministério terreno.
Tome nota: O batismo de Jesus tem papel fundamental na cristologia e deve ser compreendido com profundidade.
4. Jesus e o derramamento do Espírito.
Após sua morte e ressurreição, Jesus subiu ao céu.
Juntamente com o Pai, Ele derramou o Espírito Santo, cumprindo a profecia de Joel (Jl 2.28-29; At 2.23).
5. Jesus como Doador do Espírito.
Uma das formas mais importantes de conhecer Jesus hoje é reconhecê-lo como:
Aquele que derrama o Espírito Santo sobre a Igreja.
O Doador contínuo do Espírito.
Jesus e o Espírito Santo atuam em perfeita unidade:
Na concepção
No batismo
No ministério
Na redenção
No derramamento do Espírito
Tome nota: Essa relação revela a atuação divina na salvação e na vida da Igreja.


COMENTARISTA DOUGLAS BAPTISTA👇


PROFESSOR CARAMURU👇

LIÇÃO Nº 12 – O FILHO E O ESPÍRITO

O Filho também enviou o Espírito Santo

INTRODUÇÃO

- Na sequência deste bloco do trimestre, em que estamos a estudar as relações entre as Pessoas Divinas, analisaremos a relação entre o Filho e o Espírito Santo.

- O Filho também enviou o Espírito Santo.

I – O FILHO TAMBÉM ENVIOU O ESPÍRITO SANTO

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, neste bloco dedicado à análise das relações entre as Pessoas Divinas, debruçar-nos-emos sobre as relações entre o Filho e o Espírito Santo.

- A primeira questão que se discutirá é se o Espírito Santo foi também enviado pelo Filho, que é a questão conhecida em teologia como “Filioque”, expressão latina que significa “e o Filho”.

- No Primeiro Concílio de Constantinopla, em 381, que foi convocado para enfrentar o “macedonianismo”, heresia ensinada por Macedônio I, bispo de Constantinopla de 342 até 346 e, depois, de 351 até 360, cujas datas de nascimento e morte são desconhecidas, que negava a divindade do Espírito Santo, chegou-se à conclusão, com base nas Escrituras, que o Espírito Santo era Deus.

- Assim, foi alterado o Credo, um resumo das principais crenças cristãs, que havia sido elaborado no Primeiro Concílio de Niceia, em 325, que ficou conhecido como “Credo Niceno”, a fim de que ficasse clara a divindade do Espírito Santo, já que, no Credo aprovado em Niceia, se tinha apenas a frase: “E também no Espírito Santo” (DFAD 2.ed.. Apêndice. Os Credos Ecumênicos, p.210).

- Na fórmula aprovada no Primeiro Concílio de Constantinopla, teve-se a seguinte redação: “E no Espírito Santo, o Senhor e Vivificador, o que procede do Pai, o que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas;” (DFAD 2.ed. Apêndice. Os Credos Ecumênicos, p.211).

- Diante desta redação, ficava bem clara a divindade do Espírito Santo, pois Ele é chamado “Senhor”, bem como que Ele é adorado e glorificado assim como o Pai e o Filho, ou seja, é estabelecida, sem qualquer margem de dúvida, a coigualdade entre o Espírito Santo e as demais Pessoas Divinas.

- Nesta redação, ainda, é explicitado que o Espírito Santo atuou, primeiramente, por meio dos profetas, invocando-se, aqui, nitidamente, o texto de Hb.1:1, segundo o qual Deus primeiramente Se revelou pelos profetas e, por fim, por meio do Filho.

- Esta invocação do texto de Hb.1:1 também deixa claro que, no texto aprovado, se entendia que o Espírito Santo fora enviado pelo Pai, tanto que os profetas falaram pelo Espírito, o que está de acordo com outros textos como Mc.12:36; Lc.2:26; I Pe.1:12 e II Pe.1:21.

- O Espírito Santo, então, teria sido enviado pelo Pai, e falou por meio dos profetas, até que, então, veio o Filho, igualmente enviado pelo Pai.

- Quando o Senhor Jesus voltou ao céu, pediu ao Pai que mandasse o Espírito Santo (Jo.14:16), e Seu pedido foi atendido, tanto que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes (At.2:4), daí porque ter Cristo chamado o revestimento de poder (At.1:8), o batismo com o Espírito Santo (At.1:1:5), de promessa do Pai (Lc.24:49; At.1:4).

- Assim, tinha-se, pelo que se verifica, a ideia de que o Espírito Santo procedia do Pai, assim como o Filho.

- O Pai era a Primeira Pessoa da Trindade porque enviou as outras duas Pessoas Divinas, mas não foi enviado por nenhuma delas, ou, como afirmou, de modo muito feliz, o Catecismo Maior de Pio X: “25) Por que o Pai é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade? O Pai é a primeira Pessoa da Santíssima Trindade, porque não procede de outra Pessoa, mas é o princípio das duas outras Pessoas, que são o Filho e o Espírito Santo.”

O Filho procedia do Pai por “eterna geração” (Sl.2:7; At.13:33; Hb.1:5; 5:5), enquanto o Espírito Santo, por “aspiração” ou “espiração” (Jo.14:26; 15:26).

- A “eterna geração”, que não se confunde com criação, é a escolha do Filho como sendo Aquele que realizaria a obra salvífica, fazendo-Se homem e morrendo pelos pecadores, oferecendo a Si mesmo como sacrifício perfeito para redenção da humanidade. Desde a eternidade, Ele foi escolhido para ser o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo (I Pe.1:18-20; Ap.13:8).

Quer conti




1. O Pai e o Espírito Santo na revelação bíblica.
A Escritura revela a perfeita unidade entre o Pai e o Espírito Santo na obra divina. O Espírito procede do Pai e atua no mundo cumprindo os desígnios divinos, manifestando a harmonia trinitária no plano da redenção (Jo 15.26; 1Co 2.10-12).
2. A atuação conjunta do Pai e do Espírito Santo.
Na história da salvação, o Pai opera por meio do Espírito Santo. O Espírito executa a vontade do Pai, trazendo vida, direção e revelação ao povo de Deus, demonstrando cooperação perfeita entre as Pessoas da Trindade (Gn 1.2; Jo 14.16-17).
3. O Pai e o Espírito Santo na experiência do crente.
Na vida do cristão, o Pai concede a filiação e o Espírito Santo confirma essa realidade interiormente. Assim, o crente vive guiado pelo Espírito e em comunhão com o Pai, experimentando a adoção e a direção divina (Rm 8.14-16; Gl 4.6).



AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“GUIADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS. O Espírito Santo vive dentro de um verdadeiro filho de Deus e seguidor de Cristo para ajudá-lo a pensar, falar e agir em conformidade com os mandamentos, princípios, instruções, diretrizes, padrões, normas e exemplos da Palavra de Deus. (1) Ele guia, basicamente, por impulsos internos — isto é, desejos, motivações e inspirações dentro do espírito de uma pessoa — que têm o propósito de orientar o cristão em sua vida diária. Esses impulsos internos do Espírito Santo nos ajudam a seguir e realizar os propósitos de Deus e superar e vencer as tendências pecaminosas da nossa natureza humana (v.13; Fp 2.13; Tt 2.11,12) [...]. Quando seguimos a orientação do Espírito Santo e permanecemos em um relacionamento correto com Jesus, o Espírito nos dá a confiança de que somos filhos de Deus (v.15). Ele nos torna conscientes de que Jesus continua a nos amar e de que é o nosso constante mediador no céu (cf. Hb 7.25). O Espírito também nos mostra que Deus Pai nos ama como seus filhos adotivos, não menos do que ama o seu Filho Unigênito (Jo 14.21,23; 17.23).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2039)

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O ESPÍRITO DE SEU FILHO, QUE CLAMA: ABA, PAI. Como os seguidores de Cristo são agora filhos de Deus, eles têm um novo ‘tutor’ (v.2) — isto é, não a lei ou a iniciativa humana, mas o Espírito de Deus (cf. Rm 8.9). Uma das tarefas do Espírito Santo é criar nos filhos de Deus um sentimento de amor filial (isto é, relativo aos pais ou à  família), que os leva a conhecer a Deus como seu Pai. (1) A palavra ‘Aba’ é aramaica (Abba) e significa ‘Pai’. Era a palavra usada por Jesus quando se referia ao seu Pai celestial. A combinação da palavra aramaica ‘Aba’ com a palavra grega para ‘pai’ (patēr) expressa a profundidade da intimidade, a emoção intensa, o calor e a confiança com que o Espírito Santo nos ajuda a nos relacionar com Deus e a clamar a Ele (cf. Mc 14.36; Rm 8.15,26,27). Dois sinais seguros da obra do Espírito em nós são: o clamor espontâneo e voluntário a Deus como ‘Pai’, e a obediência natural e de bom grado a Jesus como ‘Senhor’. (2) Embora todos os fiéis seguidores de Cristo tenham o Espírito Santo habitando dentro de si (Rm 8.9-11; 1Co 6.15-20; 2Co 3.3; Ef 1.13; Hb 6.4; 1Jo 3.24; 4.13), nesta passagem Paulo também pode estar se referindo ao batismo no Espírito Santo e à bênção de ser continuamente cheio dEle (cf. At 1.5; 2.4; Ef 5.18). Afinal, Deus faz do nosso relacionamento com Ele, como filhos, a razão para o envio do Espírito. Como já somos filhos pela fé em Cristo, Deus envia o Espírito aos nossos corações.” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2161).


EBD SLIDE👇

Adejarlan Ramos👇

O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI

CIRO ZIBORDI👇

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Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo |

Aba Pai .... Nosso Aba
Dentre todos os seus nomes, o favorito de Deus é Pai: Sabemos que Ele ama este nome, porque é o que Ele mais usa. Enquanto esteve na Terra, Jesus chamou Deus de Pai mais de duzentas vezes. Em suas primeiras palavras registradas, Jesus explicou: "Não sabeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lc 2.49,). Em sua última e triunfante oração, Ele proclamou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46). Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Deus gosta de ser chamado de Pai. Além do que, Jesus não nos ensinou a começar nossa oração com a frase "Aba nosso"?
É difícil para nós entendermos o quanto foi revolucionário haver Jesus chamado Jeová de Aba. O que hoje é uma prática habitual, nos dias de Jesus era algo incomum. Joachim Jeremias, erudito no Novo Testamento, descreve quão raramente o termo era usado:
“Com a ajuda de meus assistentes, examinei a literatura devocional do antigo judaísmo... O resultado desses exames foi que, em lugar algum dessa vasta literatura, foi achada a invocação de Deus como "Aba Pai"Aba era uma palavra comum; uma palavra familiar e corriqueira. Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa maneira. Não obstante, Jesus o fez em todas as suas orações a nós legadas, com uma única exceção: o brado da cruz ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ Na oração do Senhor, Jesus autorizou os discípulos a repetirem a palavra Aba depois dEle, dando-lhes o direito de partilharem sua condição de Filho. Autorizou-os a falar com o seu Pai celeste de um modo mais confiante e familiar.”
As duas primeiras palavras da oração do Senhor são plenas de significado: "Pai nosso" lembra-nos que somos bem-vindos à Casa de Deus porque fomos adotados pelo dono.
Somos uma partícula que surge na arena da existência e logo desaparece. Apesar da pequenez do ser humano, nosso pensamento caminha na esfera da imaginação mais rápido do que a luz, e é mais fértil do que o solo mais rico. Perambulamos apreensivos durante algumas dezenas de anos em nossa breve trajetória existencial usando o aparelho psíquico para tentar desvendar o desconhecido, em especial a vida. Perguntar é nosso destino.
Sabemos muitas coisas sobre o mundo que nos cerca, escre­vemos milhões de livros sobre o universo físico e biológico, mas sabemos pouquíssimo sobre nós mesmos, sobre a nossa psique. O que é pensar? Quais os limites e alcances dos pensamentos? Quem somos? O que somos? O que é existir? O que é a morte? Quais as conseqüências do caos do córtex cerebral enfrentado num túmulo? Quem é o Autor da existência? Deus é real, ou uma construção articulada pelo mundo das idéias? Se Deus exis­te, por que se esconde atrás da cortina do tempo e do espaço? Por que não mostra sua face, aliviando a inquietação dos ateus e corrigindo as rotas dos religiosos?
Embora milhões de pessoas não percebam, a oração do Pai-Nosso toca frontalmente em todas essas questões. Apesar de ser o texto mais recitado e conhecido da história, talvez seja o menos compreendido. Um texto aparentemente simples, mas bom­bástico para quem esquadrinha o que está em suas entrelinhas. Deus Pai é o Senhor soberano, o Criador de todas as coisas e o sustentador do universo ( Gl 1:3 ). Ele é todo-poderoso, onisciente e onipresente. Como a primeira Pessoa da Trindade, Ele é distinto, mas unificado com o Filho e o Espírito Santo, personificando o amor e a santidade perfeitos. O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, plenamente Deus e igual ao Pai e ao Filho. Ele é um ser pessoal, não apenas uma força. O Espírito Santo sempre existiu com o Pai e o Filho. O Espírito Santo nos ajuda a compreender Jesus, nos consola, nos guia e nos convence da nossa necessidade de Deus. Quando cremos em Jesus, o Espírito Santo habita em nós, transformando nossos corações e mentes. Ele também nos concede dons espirituais para servir aos outros e produz qualidades como amor e alegria em nossas vidas. O Espírito Santo é essencial para compreendermos e experimentarmos a presença e a obra de Deus em nossas vidas. A oração do Pai-Nosso foi uma dessas excelentes paradas es­tratégicas de Jesus para pensar os segredos que tecem a vida e re­fletir sobre os seus mais importantes projetos. Ele interrompeu todas as suas atividades para discursar profundamente sobre o Autor da vida e o ser humano. O tempo parou para que ele analisasse os ditames da vida. Jesus instigou seus ouvintes a expandirem sua capacidade de ob­servar, interiorizar, deduzir, criticar e agir. Não queria gerar ser­vos tímidos, frágeis, submissos, mas pensadores livres que mu­dassem a geografia da história, pelo menos da própria história.


O TEXTO ÁUREO COMENTADO
Lição 1️⃣1️⃣ - Pai e o Espírito Santo - CLASSE ADULTOS
📚 Comentários:
Guiados pelo Espírito: A Evidência da Filiação
A presente meditação foca na declaração de Paulo em Romanos, estabelecendo a condução pelo Espírito como a prova e o privilégio da filiação divina.
🅿️ontos de Destaque
• A Declaração Central: A afirmação "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus" (Romanos 8.14) estabelece uma relação direta e inegável: a guia do Espírito é a marca da filiação.
• O Significado de "Guiados": O verbo grego para "guiados" (ágō) significa ser conduzido, levado ou movido por uma força. Não implica uma obediência ocasional ou esforço próprio, mas sim uma direção contínua e predominante do Espírito em toda a vida do crente.
• Contraste com a Carne: No contexto de Romanos 8, ser guiado pelo Espírito é o oposto de ser dominado pela carne.
o Carne: O desejo da carne leva à morte (Romanos 8.6).
o Espírito: O Espírito leva à vida e à paz (Romanos 8.6) e capacita o crente a mortificar as obras do corpo (Romanos 8.13).
• Prova da Adoção: Ser guiado pelo Espírito é a evidência de que a pessoa foi regenerada e adotada por Deus como Seu filho.
o O Espírito nos faz clamar "Aba, Pai" (Romanos 8.15), confirmando nossa nova relação íntima com Deus.
Pr. Caramuru Afonso Francisco👇
A relação entre o Pai e o Espírito Santo na obra da salvação nos mostra como a Trindade atua em favor do crente. O Espírito Santo não apenas nos livra da escravidão do pecado, mas confirma nossa identidade como filhos adotivos de Deus e nos conduz à herança eterna que o Pai preparou. Estudar essa ação conjunta é compreender que a vida cristã é marcada por libertação, filiação, direção e promessa eterna.
Pr. Douglas Baptista, 2026.

REDE BRASIL👇

LIÇÃO Nº 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

O Pai mandou o Espírito Santo a pedido do Filho.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, passaremos ao quarto bloco do trimestre, onde estudaremos o relacionamento do Espírito Santo com as demais Pessoas Divinas.

- O Pai mandou o Espírito Santo a pedido do Filho.

I – O ESPÍRITO SANTO: O CONTROLADOR, AVALIADOR E CHECADOR

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, passaremos ao quarto e último bloco do trimestre, em que estudaremos o relacionamento entre as Pessoas Divinas, mais precisamente do relacionamento do Espírito Santo com o Pai e com o Filho, já que, ao estudarmos tanto o Pai quanto o Filho, acabamos por já estudar o relacionamento entre ambos.

- Na própria nomenclatura das Pessoas Divinas, vemos que há uma intuitiva relação entre o Pai e o Filho. Se há Filho, evidentemente tem de se ter um Pai, de forma que uma Pessoa leva natural e logicamente à outra e, de pronto, se procura estabelecer a relação entre elas.

- Quando da explícita revelação da Trindade, por ocasião do batismo de Jesus por João no rio Jordão, que inaugura o ministério público terreno de Nosso Senhor e Salvador, a voz do céu proclama que Jesus era o Seu Filho amado em que Se comprazia (Mt.3:17), de pronto já estabelecendo esta relação entre as duas Pessoas Divinas.;

- Assim, ao se analisar tanto o Pai quanto o Filho, como fizemos no trimestre, já estabelecemos a relação entre Eles.

- Daí porque, agora, neste quarto bloco do trimestre, dedicarmo-nos, apenas, ao estudo do relacionamento entre essas duas Pessoas Divinas e a terceira, o Espírito Santo, lembrando, porém, que as Pessoas Divinas relacionam-Se entre Si de igual maneira, pois, como bem sabemos, são Elas coiguais, consubstanciais e coeternas.

𝗖𝗢𝗠𝗘𝗡𝗧𝗔𝗥𝗜𝗦𝗧𝗔 - Pr. Douglas Baptista 👇

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O Batismo no Espírito Santo

 O capítulo dois do livro de Atos é o epicentro da pneumatologia cristã primitiva. A narrativa inicia com o cumprimento exato da promessa de Cristo (At 1.5,8, quando, no dia de Pentecostes, estavam todos reunidos “num mesmo lugar” (2.1). De repente, “veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso” (v.2). Segundo o teólogo Gordon Fee, o vento simboliza a soberania e o poder criador do Espírito, evocando a ruach de Gênesis. Esse som não era psicológico ou subjetivo, mas audível, real e coletivo, marcando a irrupção do Espírito no espaço-tempo da história da salvação. Tais manifestações como estas e outras que se seguem fazem alusão a uma Teofania pentecostal do Espírito de forma quase visível, audível e sensível.
• Na sequência, “línguas repartidas como que de fogo” pousaram sobre cada um dos discípulos (v.3). O fogo, como observado por Craig Keener, remete à presença purificadora, reveladora e santificadora de Deus, tal como no monte Sinai e na sarça ardente. Esse fogo não destrói, mas consagra. Logo, “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4). Aqui, o fenômeno não é somente glossolalia labial, mas um sinal visível e audível da habitação do Espírito, como defendido por Donald Gee e Stanley Horton: é a evidência inicial do batismo.
• A multidão reunida em Jerusalém, composta de judeus de diversas nações (v.5-11), ficou perplexa ao ouvir os galileus falando “as grandezas de Deus” em seus próprios idiomas. A reação foi mista: Admiração, dúvida e zombaria (v.12-13). Essa divisão continua até hoje. Alguns acusaram os discípulos de estarem embriagados, o que levou Pedro, cheio do Espírito, a se levantar com autoridade e pregar seu primeiro sermão (v.14-36). O apóstolo interpreta os eventos à luz da profecia de Joel, apontando que aquilo era o início dos “últimos dias” e que a promessa do Espírito seria “derramada sobre toda carne” (v.17). Seu sermão é, ao mesmo tempo CRISTOLÓGICO, PENTECOSTAL e ESCATOLÓGICO.

• Pedro conclui com um chamado ao arrependimento e à recepção do dom do Espírito: “Arrependei-vos... e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe...” (v.38-39). Esse texto é o golpe mais direto contra o cessacionismo. Embora Agostinho de Hipona, em sua fase tardia, tenha ensinado que os dons cessaram com os apóstolos, o testemunho de Atos e a experiência da Igreja ao longo da história (especialmente nos movimentos de avivamento) apontam o contrário. Teólogos pentecostais como Amos Yong e Frank Macchia afirmam que o batismo no Espírito permanece disponível como empoderamento para missão, santificação pessoal e transformação comunitária.

• Hoje, o crente que busca o batismo no Espírito deve entender que se trata de uma capacitação divina para testemunhar com ousadia e viver em santidade. O mesmo vento que encheu o cenáculo continua soprando sobre corações sedentos. O fogo ainda purifica e consagra, e as línguas continuam sinalizando uma nova era de comunicação com Deus. A promessa é viva, universal e necessária para a Igreja cumprir seu papel profético no mundo. O que falta, muitas vezes, não é o Espírito, mas uma geração disposta a esperar em unidade e oração como fizeram os 120 no cenáculo.
Um outra expressão deixa muito claro que o batismo do Espírito é para hoje é a frase final de Pedro: "E A TODOS QUANTO NOSSO SENHOR CHAMAR" Ora, esse é o chamado da SALVAÇÃO que Cristo faz desde que veio a esta terra e posteriormente, por meio de sua igreja ATÉ OS DIAS ATUAIS. A pergunta que os CESSACIONISTAS precisam, HONESTAMENTE, responder dentro desse ponto é: JESUS PAROU DE CHAMAR PESSOAS? Se a resposta for NÃO, então a PROMESSA do Batismo continua em vigor. Glória a Deus! Deixemos pois de querer dizer COMO DEUS DEVE OPERAR, e tão somente nos rendamos a sua OPERACIONALIDADE. Ele sim, sabe o que faz.
Enomir Santos


Destaques da Lição 10
Espírito Santo — O Capacitador
🔹 O revestimento de poder (endýō) é a capacitação sobrenatural do Espírito Santo para testemunhar de Cristo (Lc 24.49; At 1.😎.
🔹 O poder (dýnamis) fortalece o crente contra o pecado e concede ousadia para proclamar o Evangelho (Rm 8.13; At 4.31).
🔹 O vento e o fogo no Pentecostes são sinais da manifestação e da grandeza da chegada do Espírito Santo.
🔹 As línguas como de fogo simbolizam purificação e consagração (Êx 19.18; Mt 3.11).
🔹 O falar em outras línguas é a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo.
🔹 Na salvação, o crente é selado com o Espírito (Ef 1.13,14); no batismo no Espírito Santo, é revestido de poder (At 2.2-4).
🔹 O revestimento de poder é uma experiência distinta do novo nascimento.
🔹 A Trindade atua na obra espiritual: o Espírito distribui os dons, o Filho dirige os ministérios e o Pai opera os resultados (1Co 12.4-6).
🔹 O falar em línguas é a evidência inicial; o fruto do Espírito e os dons espirituais são evidências contínuas da atuação do Espírito na vida do crente (Gl 5.22; 1Co 12.8-10).
✍️ Adaptado da Lição Bíblica de Adultos — CPAD, 1º Trimestre de 2026.
Comentarista: Pr. Douglas Baptista.

PROFESSORA EMANUELA BARROS👇

O Espírito veio com poder do Alto
Jesus prometeu revestimento de poder (Lc 24.49; At 1.😎.
O termo grego dynamis indica capacitação sobrenatural para:
• Testemunho
• Milagres
• Ousadia
• Edificação da Igreja
Teologicamente, distingue-se:
Habitação do Espírito (conversão)
Revestimento de poder (capacitação ministerial)
A expressão “revestimento de poder” refere-se à capacitação sobrenatural concedida pelo Espírito Santo para cumprir a missão divina. A linguagem é simbólica: “revestir” significa literalmente “vestir-se de”, indicando que o poder não procede do homem, mas é algo que vem de Deus e envolve o crente para uma finalidade específica.
A base bíblica mais direta está em Lucas 24.49, onde Jesus declara que os discípulos seriam “revestidos de poder do alto”. Essa promessa se cumpre em Atos dos Apóstolos 1.8 e 2, quando o Espírito Santo é derramado no Pentecostes.


O Batismo no Espírito Santo

(REFLEXÃO E INFOGRÁFICO)

• O capítulo dois do livro de Atos é o epicentro da pneumatologia cristã primitiva. A narrativa inicia com o cumprimento exato da promessa de Cristo (At 1.5,8, quando, no dia de Pentecostes, estavam todos reunidos “num mesmo lugar” (2.1). De repente, “veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso” (v.2). Segundo o teólogo Gordon Fee, o vento simboliza a soberania e o poder criador do Espírito, evocando a ruach de Gênesis. Esse som não era psicológico ou subjetivo, mas audível, real e coletivo, marcando a irrupção do Espírito no espaço-tempo da história da salvação. Tais manifestações como estas e outras que se seguem fazem alusão a uma Teofania pentecostal do Espírito de forma quase visível, audível e sensível.
• Na sequência, “línguas repartidas como que de fogo” pousaram sobre cada um dos discípulos (v.3). O fogo, como observado por Craig Keener, remete à presença purificadora, reveladora e santificadora de Deus, tal como no monte Sinai e na sarça ardente. Esse fogo não destrói, mas consagra. Logo, “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4). Aqui, o fenômeno não é somente glossolalia labial, mas um sinal visível e audível da habitação do Espírito, como defendido por Donald Gee e Stanley Horton: é a evidência inicial do batismo.
• A multidão reunida em Jerusalém, composta de judeus de diversas nações (v.5-11), ficou perplexa ao ouvir os galileus falando “as grandezas de Deus” em seus próprios idiomas. A reação foi mista: Admiração, dúvida e zombaria (v.12-13). Essa divisão continua até hoje. Alguns acusaram os discípulos de estarem embriagados, o que levou Pedro, cheio do Espírito, a se levantar com autoridade e pregar seu primeiro sermão (v.14-36). O apóstolo interpreta os eventos à luz da profecia de Joel, apontando que aquilo era o início dos “últimos dias” e que a promessa do Espírito seria “derramada sobre toda carne” (v.17). Seu sermão é, ao mesmo tempo CRISTOLÓGICO, PENTECOSTAL e ESCATOLÓGICO.

• Pedro conclui com um chamado ao arrependimento e à recepção do dom do Espírito: “Arrependei-vos... e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe...” (v.38-39). Esse texto é o golpe mais direto contra o cessacionismo. Embora Agostinho de Hipona, em sua fase tardia, tenha ensinado que os dons cessaram com os apóstolos, o testemunho de Atos e a experiência da Igreja ao longo da história (especialmente nos movimentos de avivamento) apontam o contrário. Teólogos pentecostais como Amos Yong e Frank Macchia afirmam que o batismo no Espírito permanece disponível como empoderamento para missão, santificação pessoal e transformação comunitária.

• Hoje, o crente que busca o batismo no Espírito deve entender que se trata de uma capacitação divina para testemunhar com ousadia e viver em santidade. O mesmo vento que encheu o cenáculo continua soprando sobre corações sedentos. O fogo ainda purifica e consagra, e as línguas continuam sinalizando uma nova era de comunicação com Deus. A promessa é viva, universal e necessária para a Igreja cumprir seu papel profético no mundo. O que falta, muitas vezes, não é o Espírito, mas uma geração disposta a esperar em unidade e oração como fizeram os 120 no cenáculo.
Um outra expressão deixa muito claro que o batismo do Espírito é para hoje é a frase final de Pedro: "E A TODOS QUANTO NOSSO SENHOR CHAMAR" Ora, esse é o chamado da SALVAÇÃO que Cristo faz desde que veio a esta terra e posteriormente, por meio de sua igreja ATÉ OS DIAS ATUAIS. A pergunta que os CESSACIONISTAS precisam, HONESTAMENTE, responder dentro desse ponto é: JESUS PAROU DE CHAMAR PESSOAS? Se a resposta for NÃO, então a PROMESSA do Batismo continua em vigor. Glória a Deus! Deixemos pois de querer dizer COMO DEUS DEVE OPERAR, e tão somente nos rendamos a sua OPERACIONALIDADE. Ele sim, sabe o que faz.
Enomir Santos


LIÇÃO Nº 10 – ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR

A Pessoa Divina do Espírito Santo capacita a realizarmos a obra de Deus na face da Terra.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, hoje estudaremos o papel do Espírito Santo como agente capacitador da obra de Deus.

- O Espírito Santo é a Pessoa Divina que nos torna capazes a realizar as tarefas determinadas por Deus ao homem que O serve.

I – O ESPÍRITO SANTO COMO CAPACITADOR

- Na sequência dos estudos a respeito da Doutrina da Trindade, estudaremos hoje o Espírito Santo como “agente capacitador da obra de Deus”.

- “Agente” é aquele que faz algo, que toma uma atitude, pratica uma ação. “Agente capacitador” é aquele que faz com que alguém se torne capaz a realizar algo, ou seja, tenha a habilidade de fazer algo, esteja apto a realizar algo.

- O Espírito Santo é, pois, a Pessoa Divina que nos torna aptos a realizar a obra de Deus, que nos habilita a fazer tudo quando o Senhor tem determinado o homem fazer sobre a face da Terra.

OBS: Em 2011, um documento do Sínodo dos Bispos da Igreja Romana bem caracterizou esta incapacidade humana e a necessidade de um agente capacitador em trecho que convém aqui transcrever: “…Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que vos tenho ordenado» (Mt. 28, 19-20). Com estas palavras, Jesus Cristo, antes de subir aos céus e se sentar à direita de Deus Pai (cf. Ef. 1, 20), enviou os seus discípulos para anunciar a Boa Nova ao mundo. Eles representavam um pequeno grupo de testemunhas de Jesus de Nazaré, testemunhas da sua vida terrena, do seu ensinamento, da sua morte e, especialmente, da sua ressurreição (cf. Act. 1, 22). A missão era enorme, superior às suas capacidades. O Senhor Jesus, para os incentivar, promete-lhes a vinda do Paráclito, que o Pai enviará em seu nome (cf. Jo. 14, 26) e os «guiará em toda a verdade» (Jo. 16, 13). Assegura-lhes, além disso, a sua perene presença: «e eis que Eu estou sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt. 28, 20). Depois do Pentecostes, quando o fogo do amor de Deus pousou sobre os apóstolos (cf. Act. 2, 3), unidos em oração «juntamente com algumas mulheres e Maria, mãe de Jesus» (Act. 1, 14), o mandamento do Senhor Jesus começou a realizar-se. O Espírito Santo, que Jesus Cristo concede em abundância (cf. Jo. 3, 34), está na origem da Igreja, que, por sua natureza, é missionária. De facto, logo que receberam a unção do Espírito, o apóstolo São Pedro «levantou-se e falou em voz alta» (Act. 2, 14) anunciando a salvação no nome de Jesus, «que Deus constituiu Senhor e Cristo» (Act. 2, 36). Transformados pelo dom do Espírito, os discípulos espalharam-se por todo o mundo conhecido e difundiram o «evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus in » (Mc. 1, 1). O seu anúncio chegou às regiões do Mediterrâneo, da Europa, da África e da Ásia. Guiados pelo Espírito, dom do Pai e do Filho, os seus sucessores continuaram essa missão, que permanece actual até ao fim dos tempos. Enquanto existe, a Igreja deve anunciar o Evangelho da vinda do Reino de Deus, o ensinamento do seu Mestre e Senhor e, sobretudo, a pessoa de Jesus Cristo. …” ( Lineamenta da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20110202_lineamenta-xiii-assembly_po.html Acesso em 12 mar. 2011) (destaques em negrito nossos).

- Quando o Espírito Santo é apresentado como Pessoa Divina, tradicionalmente é Ele apresentado como sendo a Pessoa Divina incumbida, primacialmente, da santificação.

- O Catecismo da Igreja Católica, por exemplo, diz que, no estudo do mistério da Santíssima Trindade, tem-se como objetivo demonstrar “…como é que, pelas missões divinas do Filho e do Espírito Santo, Deus Pai realiza o seu «desígnio de benevolência» de criação, redenção e santificação…” (§ 235 CIC). E, ao falar na santificação, está a pensar precipuamente no Espírito Santo, como bem explana o Catecismo Maior de Pio X: “… 136) Que obra é atribuída especialmente ao Espírito Santo? Ao Espírito Santo atribui-se especialmente a santificação das almas.…”.

- Não é diferente o entendimento do Catecismo Maior de Westminster: “… Santificação é a obra da graça de Deus, pela qual os que Deus escolheu, antes da fundação do mundo, para serem santos, são nesta vida, pela poderosa operação do seu Espírito, aplicando a morte e a ressurreição de Cristo, renovados no homem interior, segundo a imagem de Deus, tendo os germes do arrependimento que conduz à vida e de todas as outras graças salvadoras implantadas em seus corações, e tendo essas graças de tal forma excitadas, aumentadas e fortalecidas, que eles morrem, cada vez mais para o pecado e ressuscitam para novidade de vida. (Ef 1.4; 1Co 6.11; 2Ts 2.13; Rm 6.4-6; Fl 3.10; Ef 4.23-24; At 11.18; 1Jo 3.9; Jd 1.20; Ef 3.16-19; Cl 1.10-11; Rm 6.4-6).…” (grifo nosso) (resposta à pergunta nº 75).

Dr. CARAMURU👇




COMENTARISTA DOUGLAS BATISTA👇

Pr.Ciro Zibordi👇
Lição 10: Espírito Santo – O Capacitador
O Espírito Santo não apenas habita no crente, mas o capacita para viver, servir e cumprir o propósito de Deus. Sua atuação é dinâmica, poderosa e indispensável à vida cristã.
1️⃣ Capacita para testemunhar
Em Atos dos Apóstolos 1.8, Jesus declara que os discípulos receberiam poder ao descer sobre eles o Espírito Santo, tornando-os testemunhas até os confins da terra.
➡ Palavra-chave: Poder
2️⃣ Capacita para servir com dons
O Espírito distribui dons conforme a Sua vontade (1 Co 12.4–11), visando a edificação do Corpo de Cristo.
➡ Palavra-chave: Dons
3️⃣ Capacita para viver em santidade
Ele produz o fruto do Espírito no crente (Gl 5.22–25), moldando o caráter à imagem de Cristo.
➡ Palavra-chave: Caráter
4️⃣ Capacita para cumprir a missão
Desde a promessa em Joel 2.28–29 até o cumprimento em Atos dos Apóstolos 2.1–4, vemos que o derramamento do Espírito inaugura uma era de capacitação universal para o serviço no Reino.
➡ Palavra-chave: Missão
Teologicamente, o Espírito Santo é o Parakletos (Jo 14.16), o Ajudador divino que fortalece, orienta e sustenta a Igreja em sua jornada. Ele não apenas consola — Ele habilita, fortalece e envia.
REDE BRASIL👇



(Lição 9 - adultos),
veremos, de forma clara e objetiva, cinco pontos principais:
(1). A regeneração como obra de Deus – é o Senhor quem concede a nova vida, transformando o interior do pecador.
(2). A origem da regeneração na Trindade – o Pai planeja, o Filho realiza a obra redentora e o Espírito Santo aplica essa nova vida ao crente.
(3). A justificação – Deus declara o pecador justo mediante a fé em Cristo, concedendo-lhe uma nova posição diante dEle.
(4). A santificação – processo contínuo em que o Espírito Santo conduz o crente a uma vida de santidade e obediência.
(5). A aplicação da regeneração – o fruto do Espírito é a maior evidência do novo nascimento, revelando uma vida verdadeiramente transformada.
Em suma, a regeneração inicia a nova vida, a justificação muda nossa posição diante de Deus e a santificação transforma nossa caminhada diária; e, claro, tudo isso só é possível mediante a ação poderosa do Espírito Santo em nós.
-Vamos continuar firmes incentivando os irmãos a se matricularem na EBD.
Boa aula!

ELSON RODRIGUES👇

EBD Slide👇

Professora Emanuela Barros👇

https://www.youtube.com/watch?v=chv01uh50OQ

LIÇÃO Nº 9 – ESPÍRITO SANTO – O REGENERADOR

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre a doutrina da regeneração; pontuaremos sobre a necessidade da regeneração espiritual na vida do ser humano; veremos sobre a operação do Espírito Santo como agente da regeneração; e por fim, destacaremos algumas evidências e implicações da regeneração.

I – REGENERAÇÃO

1.1 Definição. De acordo com Geisler (2010, pg. 199), “a palavra grega para se referir a regeneração é paliggenesia, que significa “regeneração,” “renascimento,” ou “renovação espiritual.” Paliggenesia é utilizada duas vezes no Novo Testamento (Mt 19.28 — com referência a renovação messiânica e em Tito 3.5 — para se referir a salvação). Em Tito ela fala da transmissão da vida espiritual a alma: “[Deus nos salvou] não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”. A regeneração é transmissão da vida espiritual, por parte de Deus, as almas daqueles que estavam “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1) e que foram “salvos” — trazidos novamente a vida — por Deus “pela fé” em Jesus Cristo (Ef 2.8)”.

1.2 Regeneração na Declaração de Fé das Assembleias de Deus. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus afirma que a “regeneração é a transformação do pecador numa nova criatura pelo poder de Deus, como resultado do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário (2Co 5.17-19). Essa obra é também conhecida como novo nascimento, ou nascer de novo (Jo 3.3) e nascer do Espírito (Jo 3.5,6). Trata-se de uma operação do Espírito Santo na salvação do pecador (Tt 3.5-7)” (Soares [Org.], 2017, p. 112).

II – A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO ESPIRITUAL

2.1 A insuficiência da religião. Nicodemos era fariseu e príncipe dos judeus (Jo 3.1), tido como mestre (Jo 3.10), um homem profundamente religioso, mas espiritualmente necessitado (Jo 3.2). Para Beacon (2006, p. 48), “se algum homem, na ordem antiga, conheceu o significado de Deus e dos seus planos e propósitos para o homem, esse foi Nicodemos, ele era profundamente entranhado na tradição monoteísta, além dos ensinos da lei, da história de Israel e das proclamações dos profetas”. Isso demonstra que o conhecimento teológico e posição religiosa não substituem o novo nascimento. Jesus mostra que ninguém pode ver o Reino de Deus sem nascer de novo (Jo 3.3). Isso confirma que a religião externa não produz vida espiritual (Is 29.13; Rm 10.1-4).

2.2 O novo nascimento como exigência divina para a salvação. “Nicodemos foi ‘de noite’, um símbolo do homem nãosalvo; este está “obscurecido” espiritualmente (Ef 4.18; 2Co 4.3-6). O homem não se apronta para o céu apenas ao ser religioso e ter moral; ele deve nascer de novo, isto é, nascer do alto” (Wiersbe, 2008, p. 238). Jesus afirmou categoricamente: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). A regeneração é condição indispensável para a salvação (Tt 3.5).

2.3 A incapacidade humana para gerar vida espiritual. Por mais dedicado e justo que o ser humano seja, ele não consegue gerar vida espiritual. Na carta aos gálatas, o apóstolo Paulo disse: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gl 2.16). O homem natural não pode produzir vida espiritual por si mesmo; a regeneração é uma obra exclusiva de Deus (Ef 2.1-9).

III – A OPERAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA REGENERAÇÃO

3.1 O nascimento que “vem do do alto”. “... aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”. Em João 3.3, Jesus estabelece uma verdade central para a compreensão da vida espiritual: o novo nascimento. Baptista (2025, pp. 101,102) afirma que “a expressão “nascer de novo” une dois vocábulos gregos: o verbo “gennáō” [gerar, dar origem] e o advérbio “anōthen” [do alto, de cima]. O uso desse advérbio, especialmente em João, aponta para uma origem celestial (Jo 3.31; Tg 1.17), indicando que o novo nascimento não procede da vontade humana, nem da vontade da carne, mas de Deus (Jo 1.13)”.

3.2 A falta de compreensão de Nicodemos. As perguntas de Nicodemos refletem mais do que simplesmente uma má interpretação da declaração de Jesus, Nicodemos confundiu o espiritual com o físico (Jo 3.4). De acordo com Wiersbe (2008, p. 238): “Nicodemos pensava em termos de nascimento físico, e Cristo falava de nascimento espiritual. Todos nós nascemos em pecado. Nosso “primeiro nascimento” nos fez filhos de Adão (At 17.26; Rm 5.12; 1Co 15.22), e isso significa que somos filhos da ira e da desobediência (Ef 2.1-3). Não há educação, religião ou disciplina que possa mudar a natureza antiga; temos de receber uma nova natureza de Deus (2Co 5.17; Ef 4.22-24; Cl 3.9,10), pois a justiça de Deus não advém das obras da carne (Rm 10.3)”.

3.3 A obra interior do Espírito Santo. “Jesus acrescenta a Nicodemos que, para entrar no Reino de Deus, é necessário nascer “da água e do Espírito” (Jo 3.5). A construção gramatical do texto grego “ek hýdōr kai pneûma” forma uma ideia unificada, indicando que “água” e “Espírito” não são dois nascimentos distintos, mas aspectos complementares de um mesmo ato regenerador. Essa metáfora da água é recorrente nas Escrituras e aponta para limpeza e purificação do pecado (Ef 5.26; Hb 10.22). Água, sobretudo no Evangelho de João, é símbolo do Espírito (Jo 7.37-39) [...]. O Espírito Santo é o agente que concede essa nova vida, capacitando o homem a viver em comunhão com Deus (2Co 3.6). Aqui, água e Espírito formam um par inseparável, purificação e vivificação, para descrever a regeneração” (Baptista, 2025, pp. 106,107).

IV – EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES DA REGENERAÇÃO

4.1 Mudança interior. A regeneração produz transformação interior perceptível (Gl 2.20), onde o regenerado passa a revestir-se do “novo homem”, criado para ser semelhante a Deus em justiça e santidade (Ef 4.22-24). Quem nasce do Espírito passa a amar o que antes rejeitava e rejeitar o que antes amava (Rm 8.7,8; Fp 3.7-9). O Espírito Santo implanta novos desejos e nova direção espiritual (Gl 5.16,17). O Espírito gera nova vida com fruto espiritual (Gl 5.22) e o crente recebe a mente de Cristo (1Co 2.16).

4.2 Nova identidade. Segundo Baptista (2025, pp. 107,108), Jesus ensinou que: “[...] quem nasce pela ação do Espírito Santo recebe uma nova natureza espiritual (Jo 3.6) [...]. Não se trata de uma mera reforma comportamental; mas de fato uma vida nova (Jo 3.5-8; Tt 3.5)”. O regenerado passa a ser chamado filho de Deus (Jo 1.12,13), redefinindo a sua identidade (2Co 5.17), liberto da antiga condição espiritual de condenação (Rm 8.1). Agora ele vive como cidadão do Reino (Ef 2.19; Fp 3.20).

4.3 Sensibilidade às coisas espirituais. O crente regenerado passa a discernir as coisas de Deus (1Co 2.14,15), onde ele recebe uma “unção” para entender as coisas de Deus (1Jo 2.20;27), e “entendimento para conhecer o que é verdadeiro” (1Jo 5.20). O Espírito desperta fome espiritual (Mt 5.6; Sl 42.1,2; 15.16;), amor pela Palavra (Sl 119.97; Cl 3.16); e desejo de comunhão (2Co 13.13; Fp 2.1). Essa sensibilidade é evidência clara da nova vida espiritual (Rm 6.4).

4.4 Vida dirigida pelo Espírito. Ao experimentar o novo nascimento, o crente passa a viver sob uma nova condição de ordem espiritual, sendo guiado pelo Espírito Santo (Rm 8.4,14), andando pelo Espírito (Gl 5.16,25) e sendo dirigido por Ele nas suas decisões e caminhos (At 13.2; At 16.6,7). Além disso, quem é guiado pelo Espírito Santo permite que Ele governe a sua mente, desejos e conduta (Rm 8.5,6), assim como recebe dEle capacitação para vencer o pecado (Rm 8.13; Gl 5.17), conduzindo o regenerado a uma vida de comunhão e obediência (Jo 16.13; Fp 2.1).

4.5 A garantia de vida eterna. “A vida eterna refere-se invariavelmente a vida de Deus, ou ao estado futuro dos justos (Mt 25.46). A vida eterna não pode ser adquirida pelos homens, mas lhes é conferida como uma dádiva em resposta a fé (Jo 3.15,16; 1Jo 5.11; Rm 6.23) [...], onde Deus concede a alma humana no momento da conversão pessoal a Cristo” (Wycliffe, 2007, p. 2016). A regeneração é o início da vida eterna (Jo 3.16; Jo 5.24). Quem nasce do Espírito já possui a vida eterna e aguarda a glorificação final (1Pe 1.3-5). Esta é a promessa de Cristo para o regenerado: a vida eterna (Jo 3.16,36; Jo 6.40; Jo 17.3; Gl 6.8; 1Jo 2.25; 1Jo 5.11).

4.6 Prática da justiça e do amor. A regeneração não é apenas interna, mas manifesta-se em ações concretas externamente.

O novo nascimento capacita o crente a praticar a justiça e a viver em amor fraternal, evidenciando que ele conhece a Deus (1Jo 2.29; 1Jo 4.7,8). O regenerado busca a santificação e a vitória sobre o estilo de vida pecaminoso (1Jo 3.9; 5.18), demonstrando sua nova natureza através da obediência aos mandamentos divinos e do serviço ao próximo (Gl 5.13; Ef 2.10).

CONCLUSÃO

Como regenerador, o Espírito Santo trabalha na vida daquele que nasceu de novo e concede uma nova natureza e
uma nova direção. É necessário nascer do alto para ver e entrar no Reino e obter a vida eterna.


Ciro Zibordi - EBD 👇

https://www.youtube.com/watch?v=TnEg2tXoRsk&t=782s

LIÇÃO 9 ESPIRITO SANTO - O REGENERADOR.

A experiência da salvação não seria completa sem uma profunda transformação no interior do salvo. O milagre da regeneração não se limita a mudar a aparência, mas reveste o interior do crente com uma nova vida que coaduna com a vida de Cristo (Cl 3.10). Um dos maiores desafios da vida cristã é aprender a viver como salvo em meio a uma sociedade corrompida, marcada pelo pecado. Nesse cenário, o crente recém- -convertido precisa aprender a lidar com as pressões do mundo e nutrir em sua vida diária a santidade. Uma vez justificado e adotado como filho de Deus pela fé, o salvo passa por um processo contínuo de santificação.

Nutrir uma vida de santificação requer submeter-se à condução do Espírito e dispor-se a não viver mais como escravo do pecado (Rm 6.17,18). Para tanto, é necessário disciplina em relação à oração, meditação frequente nas Escrituras Sagradas e posicionamento firme contra maus hábitos. Significa renunciar diariamente ao pecado para praticar a justiça que agrada a Deus, seja por palavras, atitudes ou modo de pensar. Não devemos nos conformar com o mundo, mas assumir uma postura racional e transformada pela renovação do nosso entendimento (Rm 12.1,2).

No "Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento" (CPAD), Lawrence O. Richards explica que "a palavra usada aqui para 'entendimento' é 'nous', e não deve ser confundida com 'conhecimento' nem com razão'. O que Paulo tem em mente é expresso mais apropriadamente como 'perspectiva' ou 'modo de pensamento'. Os crentes devem resistir às pressões exercidas pelo mundo para nos conformar com seu modo de pensamento, e em vez disso ter cada uma de nossas perspectivas sobre as questões da vida a partir da perspectiva de Deus. Que grande dádiva é a Escritura. E que grande dádiva é o Espírito, que usa a Palavra para renovar nosso entendimento e transformar nossa vida" (2007, p. 317).

Essa postura é fruto do contato com o Evangelho da graça, através do qual, uma vez transformados por ele, experimentamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (v. 2). Quando compreendemos o modo de pensar ensinado pelo Evangelho, aprendemos que praticar a Palavra de Deus não se limita a conhecer uma nova filosofia, mas é adotar um novo estilo de vida transformado pelo poder de Deus para salvação do homem (Rm 1.16). Por essa razão, o apóstolo Paulo encoraja os filipenses a desenvolverem a salvação com temor e tremor (Fp 2.12). Logo, a salvação não é apenas um estado de espírito, mas um viver diário que preservamos de modo vigilante à espera de nosso Senhor, que voltará em glória para nos buscar.

(ENSINADOR CRISTÃO p40)
Ministrada pelo Pr. Caramuru Afonso Francisco👇
https://www.youtube.com/watch?v=vwM5iJSm7_E



https://www.youtube.com/watch?v=HjH4hkclAJA&t=411s
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador. Apresentada pelo Comentarista: Pr. Douglas Baptista👆


LIÇÃO 08 - O DEUS ESPÍRITO SANTO - PR. ELSO RODRIGUES👇

https://www.youtube.com/watch?v=E8pLt6BLjN4&t=289s

LIÇÃO 8 O DEUS ESPÍRITO SANTO.

Nesta oportunidade, estudaremos sobre a Pessoa do Espírito Santo, que, juntamente com o Pai e o Filho, é plenamente divino e atua para consolar, ensinar e santificar a igreja. A Palavra de Deus nos revela o Espírito Santo como a Terceira Pessoa da Trindade que foi enviada a este mundo para avançar a obra de Cristo. Uma vez que o Filho Unigênito de Deus, que consolava e ensinava Seus discípulos, foi assunto ao Céu, o Pai enviou "outro" Consolador para que estivesse com eles até o fim (Jo 14.16). Este mesmo Espírito da verdade que o mundo não pode receber seria responsável por conduzir os discípulos a cumprir a missão de tomar mundialmente conhecida a mensagem do Evangelho (Mc 16.15).

Os três aspectos de Sua atuação (consolo, ensino e santificação) não estariam restritos aos primeiros anos da igreja, mas se estendem às próximas gerações e continuam presentes.
A obra "Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal" (CPAD) discorre que "a obra do Espírito Santo como Consolador inclui o seu papel como Espírito da Verdade que habita em nós (Jo 14.16; 15.26), como Ensinador de todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo o que Cristo tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de Cristo (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.😎. Não se pode subestimar a importância dessas tarefas. O Espírito Santo, dentro em nós, começa a esclarecer as crenças incompletas e errôneas sobre Deus, sua obra, seus propósitos, sua Palavra, o mundo, crenças estas que trazemos conosco ao iniciarmos nosso relacionamento com Deus. Conforme as palavras de Paulo, é uma obra vitalícia, jamais completada neste lado da eternidade (1Co 13.12)" (2021, p. 397).
Não podemos negligenciar a necessidade que temos da Pessoa do Espírito Santo. Sem Sua presença, não podemos exercer o chamado que fomos desafiados a cumprir. É Ele quem nos escolhe para realização da Sua obra a partir da oração (At 13.2). O exercício dos dons espirituais e ministeriais (1Co 12.8-10; Ef 4.11,12), as decisões na condução de Sua obra, a tarefa de convencer os pecadores a Cristo (Jo 16.😎 ou mesmo a libertação do pecado ou perdão entre irmãos são obras que dependem inquestionavelmente da atuação do Espírito Santo na Igreja. Nossa dependência dEle é uma forma de glorificá-IO. Quando reconhecemos que sem Ele nada podemos, Sua presença se manifesta para nos mostrar a verdade, direcionar as decisões e nos aconselhar para que tenhamos uma vida sábia.
(ENSINADOR CRISTÃO p40)



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LIÇÃO Nº 8 – O DEUS ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é uma Pessoa Divina.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos Deus, o Espírito Santo.

- O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, especialmente comissionada para acompanhar e dirigir a Igreja entre a ascensão de Cristo e o arrebatamento da Igreja.

I – O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, daremos início ao terceiro bloco do trimestre, vendo o que a doutrina cristã ensina sobre Deus, o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

O Espírito Santo é a Pessoa Divina que faz a interlocução entre Deus e os homens, convencendo o ser humano de que Jesus é o Salvador.

- Por primeiro, cumpre observar que o título da lição é “Deus Espírito Santo”, expressão que foi utilizada tanto na Confissão de Augsburgo, “…confissão de fé dos luteranos [foi] preparada por Felipe Melanchton, auxiliar de Lutero em 1530.…” (SILVA, Esequias Soares da. Credos e confissões de fé: breve histórico do Cristianismo. Recife: Bereia, 2013, p.152) como no Catecismo Menor de Martinho Lutero, para designar a Primeira Pessoa da Trindade.

- Entretanto, quando da elaboração da Declaração de Fé das Assembleias de Deus em 2017, foi proposta a mudança do título do item 6 do capítulo III (p.43), que seria precisamente “Deus Espírito Santo” para “O Espírito Santo é Deus”, a fim de que não se desse margem para que se pudesse entender que se adotava a ideia do “triteísmo”, ou seja, de que há “três deuses”, proposta que foi acolhida.

- Assim, fiel a esta orientação adotada na primeira edição da Declaração de Fé das Assembleias de Deus e, num tema tão delicado e difícil como é a Doutrina da Trindade, evitaremos o uso da expressão “Deus Espírito Santo”. - O Espírito Santo, que é mostrado nas Escrituras com muitos nomes, como, por exemplo, Espírito de Deus, é uma das três Pessoas que compõem a Trindade (“Santíssima Trindade”, como denominam os teólogos desde a Idade Média), este mistério que mostra ser o nosso Deus um único Deus, ainda que em três Pessoas. Diante desta afirmação, vê-se que é preciso demonstrar, nas Escrituras, esta revelação, incompreensível à mente humana.

- Antes de mais nada, cumpre observar o que entendemos por Pessoa. Pessoa é uma palavra equívoca, ou seja, tem diversos significados, significados que são diferentes uns dos outros. Assim, por exemplo, no senso comum, pessoa quer dizer “gente”, enquanto, no direito, pessoa significa “sujeito de direitos e obrigações” (daí porque a Petrobrás, o Banco do Brasil ou o Estado do Acre serem “pessoas” para os juristas). Em teologia, pessoa significa ser, ou seja, algo que tem existência própria, uma entidade que se distingue das demais.

- A Bíblia mostra-nos, com clareza, que o Espírito Santo é uma pessoa, pois menciona atitudes e ações do Espírito que somente uma pessoa pode ter. Senão vejamos:

- A Bíblia diz que o Espírito Santo pensa (Rm 8.27). Neste texto, as Escrituras dizem que o Espírito Santo examina os corações, ou seja, examinar é raciocinar, é calcular, é emitir juízos. Uma força jamais pode calcular, jamais pode examinar, só uma pessoa pode fazê-lo. Noutro trecho, diz que o Espírito Santo compara, ou seja, faz juízos, julgamentos, o que é exclusivo de uma Pessoa (I Co.2:13).

- A Bíblia diz que o Espírito Santo sente (Rm 15.30). Neste texto, as Escrituras dizem que o Espírito Santo tem amor, ou seja, ama, tem sentimentos. Uma força não pode amar, somente uma pessoa. Mas, em outro trecho, a Bíblia recomenda que o Espírito pode se entristecer (Is.63:10; Ef.4:30). Uma força, um "fluir" nunca pode ficar triste, somente uma pessoa. Mas o Espírito Santo não só Se entristece, como a Palavra os diz que Ele tem alegria, que Ele Se alegra, tanto que faz com que as pessoas sintam a Sua alegria, a começar pelo próprio Senhor Jesus (Lc.10:21) e, depois, dos discípulos (I Ts.1:6). Mas as Escrituras também nos revelam que o Espírito Santo tem ciúmes, ou seja, tem zelo pelos servos do Senhor, outro sentimento impossível para uma mera força (Tg.4:5).

- A Bíblia diz que o Espírito Santo determina (I Co 12.11). Neste texto, é dito que o Espírito Santo reparte, como quer, os dons espirituais entre os crentes, ou seja, tem vontade, tem autodeterminação, algo que jamais uma força pode ter, mas tão somente uma pessoa.



Pr. Caramuru Afonso Francisco👇
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino e coigual ao Pai e ao Filho. Ele não é uma força impessoal, mas Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja. Nesta lição, estudaremos sua Pessoa, sua divindade e suas principais obras, confirmando sua atuação indispensável na vida cristã e na missão da Igreja.
Pr. Douglas Baptista

𝗖𝗢𝗠𝗘𝗡𝗧𝗔𝗥𝗜𝗦𝗧𝗔 - Pr. Douglas Baptista 👇
João 14.26 apresenta o Espírito Santo como o Paráclito (Consolador, Ajudador, Advogado), enviado pelo Pai em nome de Cristo, para ensinar e fazer lembrar os ensinos de Jesus; Ele é a terceira Pessoa da Trindade, distinta do Pai e do Filho, porém da mesma essência divina (Jo 14.16,26; 15.26; Mt 28.19). Ele ilumina as Escrituras e preserva a revelação apostólica, aplicando a verdade de Cristo ao coração do crente (Jo 16.13; 1Co 2.10-13). Na perspectiva pentecostal, esse ministério sustenta a vida cheia do Espírito, a fidelidade doutrinária e a missão da Igreja (At 1.8; Ef 1.17; 1Jo 2.27).
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10 Atributos do Espírito Santo
1. Eternidade
Hebreus 9.14 – O Espírito é chamado “Espírito eterno”.
A eternidade pertence somente a Deus.
2. Onipresença
Salmos 139.7 – Ninguém pode fugir da presença do Espírito.
Presença em todos os lugares.
3. Onisciência
1 Coríntios 2.10-11 – O Espírito sonda todas as coisas, até as profundezas de Deus.
Conhecimento pleno e perfeito.
4. Onipotência
Lucas 1.35 – O Espírito Santo operou a concepção milagrosa de Jesus.
Poder criador e soberano.
Santidade essencial
5. Santidade essencial
Efésios 4.30 – O Espírito é santo por natureza.
Santidade absoluta, própria de Deus.
Senhorio (Deidade).
6. Senhorio (Deidade)
2 Coríntios 3.17 – “O Senhor é o Espírito.”
Título divino aplicado ao Espírito.
7. Criador e doador da vida
Jó 33.4 – O Espírito de Deus cria e dá vida.
A criação é obra exclusiva de Deus.
Verdade absoluta
8. Verdade absoluta
João 16.13 – O Espírito é chamado “Espírito da verdade”.
A verdade plena procede de Deus.
Autor da inspiração divina
9. Autor da inspiração divina
2 Pedro 1.21 – Homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
Revela a autoridade divina das Escrituras.
10. Poder regenerador (novo nascimento)
João 3.5-6 – O novo nascimento é operado pelo Espírito.
Gerar vida espiritual é obra exclusiva de Deus.

LIÇÃO 7 A OBRA DO FILHO
A KENOSIS (do grego kénosis, "(esvaziamento") de
JESUS, O CRISTO . (Fp 2:5-11)
Cristo deixou a glória do céu (Jo 17:5). "Havendo sido feito na semelhança de homens" (Ver Jo 1:14; Rm 1:3; Gl 4:4; Hb 2:14,17) e "a forma de servo havendo tomado" ( Is 42:1; 49:5-7; Mt 20:28). Este fato absolutamente estonteante não pode ser mesmo remotamente apreendido pela mente humana: o infinito e santo Criador se fez semelhante às suas criaturas finitas e pecadoras (todavia sem ser contaminado pelo pecado)!!! E. além disso, se fez um humilde servo!!! Oh, o amor de Deus! Is 11:1 diz "... brotará um rebento do trono de Jessé...", não diz "do Rei Daví", mas "de Jessé", um pobre camponês! (Jo 1:14): "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." (Rm 1:3): "Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, (Gl 4:4): "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,"(Hb 2:14,17): "Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo." (Is 42:1): "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios." (Is 49:5-7): "Humilhou-se a si mesmo..." O Verbo eterno se pôs na posição de Filho, de Servo, submeteu-se à autoridade, limitou-se, humilhou-se.. . Como (HB 5:8) ("... aprendeu a obediência...") + Mt 26:39,42 ("... todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres...") e (1Pe 2:21-24) contrastam com Lúcifer em( Is 14:13-14) ("...Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono... e serei semelhante ao Altíssimo...)!
Cristo "se fez obediente até a morte"!!! (Mt 26:39; Jo 10:18; Hb 5:8; 12:2). Cristo morreu "morte mesmo de uma cruz", a pior, a mais degradante morte, física e judicialmente.( Ver Sl 22:1,6-8,11-18; Is 53:2-12; Gl 3:13). Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.(Gl 3:13): Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; "Por isso, também Deus altamente lhe exaltou"( Is 52:13; Jo 17:1; At 2:33; Hb 2:9).
A vinda de Cristo coloca um rosto em Deus. A Bíblia diz: Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Por ele todas as coisas foram criadas: as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis (Colossenses 1.15-16). Isto é o que queremos dizer com a encarnação - Deus veio à terra envolta em um corpo humano. O Deus do céu veio habitar entre nós para que possamos saber o que ele é verdadeiramente. Ele veio para nos ensinar. Ele veio para morrer por nós para que pudéssemos ser perdoados. Ele ressuscitou dos mortos para nos salvar do poder da morte. Ele subiu ao Pai para interceder por nós. Ele prometeu que vai voltar. Ele abriu as portas do céu.
Imagine como seria o mundo se Deus, na pessoa de Jesus Cristo, nunca tivesse vindo à terra. Não ouviríamos músicas ou mesmo composições que vieram de homens como Bach e Beethoven. Não ouviríamos “Jesus a alegria dos homens”.
Muitos hospitais não existiriam, porque eles foram iniciados por pessoas que tinham o coração cheio de compaixão por aqueles que estavam doentes, devido à sua experiência pessoal com Jesus Cristo e serem transformados pelo seu amor.
Não haveria igreja em nossas cidades e não teríamos ouvido falar do amor de um Deus pessoal. Deus nunca teria visitado o mundo e não teríamos esperança de seu retorno a Terra. O mundo sem Jesus seria sempre inverno. Que Deus te abençoe e que você tenhamos mais uma abençoada aula, sim escolhemos ficar com o Filho de Deus. Amém

LIÇÃO 7 A OBRA DO FILHO

Nesta lição, veremos que a morte vicária do Senhor Jesus revela o propósito do Pai em conceder perdão aos pecadores e restaurar toda a criação. A humilhação, redenção e exaltação do Filho Unigênito de Deus manifestam a profundidade da obra que Ele realizou. Graças à Sua vida de obediência completa e justiça, bem como Seu sacrifício vivo e santo sobre a cruz, temos acesso à salvação eterna.
Enquanto esteve neste mundo, a vida de Jesus foi marcada pela submissão à vontade do Pai. Não encontramos em momento algum de Sua vida e ministério qualquer comportamento distinto da vontade do Pai. Muito ao contrário, Ele obedeceu até a morte, e morte de cruz (Fl 2.8 Para assumir o compromisso fiel de submissão, Cristo esvaziou-se da glória que compartilhava com Deus Pai desde a eternidade, antes mesmo que todas as coisas fossem criadas (Jo 17.5). Conforme versa a "Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global" (CPAD) acerca da expressão "Aniquilou-se a si mesmo", "esta frase em grego corresponde a 'ekenõsen' (verbo 'kenoõ', derivado de 'kenos', 'vazio', 'vão'), que literalmente significa 'ele esvaziou-se'. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8 riqueza (2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28 e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10).

Esse esvaziamento não significou apenas uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, mas também a aceitação do sofrimento humano, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Embora tenha permanecido totalmente divino (isto é, completamente Deus), Cristo assumiu a natureza humana com as tentações, humilhações e fraquezas que esta vida envolve; no entanto, Ele suportou tudo isto sem pecar. Isso significa que Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (w. 7-8; Hb 4.15).

É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (1 Pe 3.18). Por essa razão, o Pai o exaltou e deu um nome sobre todo o nome (Fp 2.8-11). A glória restaurada ao Filho é o sinal da aprovação de que Ele cumpriu fielmente todas as coisas. Essa mesma glória Cristo prometeu compartilhar com aqueles que creram no seu testemunho e permanecem, independentemente das circunstâncias, fiéis a Ele. Para estes, o Senhor Jesus prom
eteu conceder um coroa de glória e o galardão da herança (Ap 2.10; 3.21)". (Ensinador Cristão p39)

Ciro Zibordi 👇

LIÇÃO Nº 7 – A OBRA DO FILHO

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos a obra do Filho em três dimensões inseparáveis: Humilhação, Redenção e Exaltação. Veremos que na Humilhação, Cristo, sendo Deus, esvaziou-se voluntariamente, assumiu a forma de Servo e obedeceu até a morte de cruz (Fp 2.6–8). Pontuaremos que na Redenção, satisfez a justiça divina, expiou os pecados como Cordeiro perfeito e venceu o pecado e a morte (Is 53; Hb 9.28; 1Co 15.55–57). E por fim, na Exaltação, foi ressuscitado e exaltado pelo Pai, recebendo o nome acima de todo nome, para que toda a criação o adore (Fp 2.9–11; At 2.33).

I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA ENCARNAÇÃO

1.1 A etimologia do termo. A expressão “encarnação”, ou seja, a humilhação voluntária do Filho, é utilizada pelos teólogos para indicar que Jesus, o Filho de Deus, assumiu a forma de carne humana. Encarnar significa: fazer-se carne, fazer-se homem, tornar-se humano, revestir-se de carne. A encarnação do Verbo consiste no autoesvaziamento de Cristo, termo traduzido do grego ekenōsen, que significa: “esvaziar, humilhar-se voluntariamente, neutralizar, anular-se, despir-se de uma dignidade justa, descendo a uma condição inferior”. A encarnação afirma, de modo específico, a plena humanidade de Jesus. O termo encarnação significa literalmente “o ato de ser feito carne” (Jo 1.14). O apóstolo Paulo explica essa verdade de maneira clara e profunda (Fp 2.5-8). Sem a encarnação, Cristo não poderia realmente morrer; e, se Ele não pudesse morrer, a cruz perderia o seu sentido redentor. Por isso, o escritor aos Hebreus afirma: “Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste” (Hb 10.5).

II – A ENCARNAÇÃO DO VERBO E O AUTOESVAZIAMENTO

Certa vez, o evangelista Billy Graham afirmou com propriedade: “O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, mas Deus descer e pisar na terra”. A encarnação de Jesus [o autoesvaziamento de sua glória] é maravilhosa em todos os seus aspectos, comprovando que Ele é o personagem mais importante da história da humanidade. Na encarnação, o Deus eterno fez-se carne; o Senhor tornou-se súdito; o Divino fez-se humano; o Imortal fez-se barro; o Rei tornou-se carpinteiro; o Criador fez-se criatura; a Água teve sede; o Pão sentiu fome; o Forte experimentou cansaço; o Guarda eterno dormiu; o Consolador chorou; a Alegria sentiu tristeza; a Vida entregou-se à morte; e o Deus inacessível habitou entre nós (Jo 1.14; Fp 2.5-11).

2.1 A encarnação: Deus habitando entre nós. A encarnação de Jesus foi o próprio Deus vindo habitar entre os homens (Jo 1.14b). O nome Emanuel, que o próprio evangelista traduz por “Deus conosco” (Mt 1.23), expressa claramente essa verdade. As Escrituras confirmam esse mistério: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14); “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9.6); “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14); e, “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo “habitar”, em João 1.14, deriva do grego skenóō, que significa “armar tenda, tabernacular”. Essa expressão aponta para o caráter da habitação do Verbo em carne. Já em Colossenses 2.9, Paulo utiliza o verbo katoikéō, que indica uma habitação permanente, afirmando que toda a plenitude da divindade reside em Cristo.

2.2 A encarnação e a autorrenúncia. A doutrina da autorrenúncia ensina que Jesus, ao assumir a natureza humana, não deixou de ser Deus, pois não se esvaziou de sua divindade (Fp 2.7–8). Como bem afirmou um teólogo: “Quando Jesus desceu à terra, não deixou de ser Deus; e quando voltou ao céu, não deixou de ser homem”. A encarnação do Verbo não é apenas um conceito teológico ligado à união hipostática [a dupla natureza: divina e humana], mas um dos maiores mistérios das Escrituras Sagradas, sem o qual a redenção seria impossível. Em sua humanidade, Jesus participou plenamente de nossas limitações físicas e emocionais: “Manteiga e mel comerá, até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Is 7.15); “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2.40,52). A Declaração de Fé das Assembleias de Deus afirma que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria (Soares [Org.], 2016, p. 59).

2.3 A encarnação excede o entendimento humano. A encarnação de Jesus é fruto da atuação conjunta da Trindade: do Espírito Santo, do poder do Pai e da santidade do Filho (Lc 1.35). Trata-se de um mistério que ultrapassa a razão humana, mas que pode ser plenamente aceito pela fé. Por meio desse milagre, Cristo veio em semelhança de carne (Rm 8.3), tornou-se descendência de Abraão (Hb 2.16) e foi feito semelhante aos irmãos em tudo (Hb 2.17).

2.4 A encarnação e a mediação. Ao participar da carne e do sangue, Jesus tornou-se plenamente apto para ser o Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Deus lhe preparou um corpo humano (Hb 10.5), dotado de carne e ossos (Lc 24.39). A encarnação é também o critério bíblico para distinguir a verdadeira fé cristã do espírito do anticristo (1Jo 4.2-3).

III – A NATUREZA HUMANA DO VERBO ENCARNADO

De forma voluntária, o Senhor Jesus Cristo não utilizou da glória que possuía junto ao Pai (Jo 17.5), sujeitando-se às limitações humanas, para realizar a obra da redenção (Fp 2.5-8). Vejamos:

3.1 A plena humanidade de Jesus. O Novo Testamento afirma que Jesus nasceu de mulher (Gl 4.4), cresceu fisicamente (Lc 2.52), dormiu, sentiu fome, sede, cansaço, chorou, alegrou-se, foi tentado e viveu todas as experiências próprias da condição humana, sem pecado.

3.2 O Verbo encarnado. O Verbo eterno “se fez carne” (Jo 1.14). Esse milagre fundamenta a essência do Evangelho: Deus introduziu o seu Primogênito no mundo (Hb 1.6), tornando-o semelhante aos homens, para que fosse o Mediador e o fiel Sumo Sacerdote (Hb 2.17).

3.3 Jesus é chamado de homem. A Bíblia registra duas genealogias de Jesus e o chama explicitamente de homem (At 2.22; Jo
19.5; 8.40; 1Tm 2.5), ressaltando a realidade de sua encarnação.

3.4 O Filho do Homem. A expressão “Filho do Homem” aparece com frequência nos evangelhos, destacando a humanidade de Cristo. Ele nasceu, cresceu, trabalhou como carpinteiro, experimentou emoções humanas, sofreu, foi tentado e morreu como verdadeiro homem.

IV - OS PROPÓSITOS DA ENCARNAÇÃO DO VERBO

Há inúmeros propósitos na vinda de Jesus a este mundo: (a) prover um sacrifício efetivo pelo pecado (Hb 10.1-10); (b) demonstrar a glória de Deus (Jo 1.14; Lc 2.14); (c) cumprir o decreto de Deus (Gl 4.4); (d) ser o mediador entre Deus e os homens (Hb 12.24; 1Tm 2.5); e, (e) trazer paz aos homens na terra (Lc 2.14b; Ef 2.14-16). Podemos pontuar outros quatro propósitos da encarnação de Jesus:

• Revelar Deus ao homem (Jo 1.18; 14.7-11). Jesus é a “expressão exata” do ser de Deus (Hb 1.3). A encarnação nos revela Deus pessoalmente, daí Jesus ser chamado “Emanuel”, ou seja, “Deus conosco” (Mt 1.23). O Deus transcendente também é imanente (inerente, inseparável) e acessível. A divindade de Jesus em sua humanidade é a chave para o conhecimento íntimo de Deus. Cristo revelou para nós o Deus invisível (Jo 1.18; 1Tm 1.17; Cl 1.15; 19).

• Destruir as obras do diabo. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8).

• Tornar possível a morte do Redentor. Sem a encarnação, o Verbo não poderia morrer, porque Deus não é passível de morte (Hb 2.9).

• Ser o nosso sumo sacerdote (Hb 4.14-16). Jesus viveu como homem, por isso se compadece e intercede por nós a Deus.

V - CONTRASTE ENTRE O SACERDÓCIO LEVÍTICO E O DE CRISTO

Hebreus 9.24–28 pode ser dividido em quatro temas principais, nos quais o autor estabelece um contraste claro entre o
sacerdócio levítico e o sacerdócio de Cristo:

• Superioridade do santuário celestial (v. 24). Cristo não entrou em um santuário terreno, que era apenas cópia e figura do verdadeiro, mas adentrou o próprio céu, a fim de comparecer agora diante de Deus em nosso favor, exercendo perfeita intercessão.

• Unicidade do sacrifício (vv. 25-26). Diferentemente do sumo sacerdote levítico, que oferecia anualmente sangue alheio, Cristo ofereceu a si mesmo uma única vez por todas, no fim dos tempos, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo.

• Analogia com a morte humana (v. 27). Assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo, também Cristo morreu uma única vez, com o propósito de remover os pecados de muitos.

• Segunda vinda para salvação (v. 28). Cristo aparecerá pela segunda vez, não para tratar do pecado, mas para conceder plena salvação àqueles que o aguardam com fé.

CONCLUSÃO

A tentativa gnóstica/docetista de negar as naturezas de Cristo continuam a ser defendidas por grupos heterodoxos em
nossos dias, e por isso, precisamos estar preparados para defender com sabedoria a nossa fé.

Lição 7 - A Obra do Filho. Apresentada pelo Comentarista: Pr. Douglas Baptista 👇

https://www.youtube.com/watch?v=70t-m7MYopI&t=17s


LIÇÃO Nº 7 – A OBRA DO FILHO

Jesus veio ao mundo para salvar o homem.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo sobre a Doutrina da Trindade, analisaremos hoje a obra do Filho.

- Jesus veio ao mundo para salvar o homem.

I – O PAPEL EXECUTOR E REALIZADOR DO FILHO

- Na sequência do estudo sobre a Doutrina da Trindade, já no segundo bloco do trimestre, em que estamos a estudar a Pessoa Divina do Filho, analisaremos a obra do Filho.

- Temos visto que há apenas um único Deus, mas são três as Pessoas Divinas e Pessoa é um núcleo de vontade, sentimento e intelecto, de modo que, como as Pessoas são distintas, têm peculiaridades, papéis próprios, ainda que isto não retire a unidade de substância e de ser.

- Assim, há como que uma divisão de tarefas e de competências entre as Pessoas Divinas, que agem sempre em conjunto, com um só propósito e desígnio, pois têm uma perfeita unidade entre Si (Jo.17:21,23), unidade que é desde a eternidade, mas que, ante a distinção entre Elas, faz com que cada qual tenha um papel definido perante as demais em cada ação divina.

- Isto nos faz recordar os ensinos de Jules Henri Fayol (1841-1925), um dos teóricos clássicos da ciência da administração, segundo os quais o processo administrativo envolve quatro fases, a saber: planejamento, organização, direção e controle. - O planejamento é a etapa primeira do processo, em que se visualiza o futuro e se traça o programa de ação.

- Evidentemente, como estamos a falar das ações divinas, não há que se falar em futuro, porque o tempo não existe para Deus, mas esta “previsão” é a tomada de decisões ante a presciência divina, para que tudo se faça dentro do tempo existente para as criaturas.

- Deste modo, por exemplo, o Pai enviou o Filho “na plenitude dos tempos” (Gl.4:4), ou seja, previu qual seria, dentro do Universo, o instante em que o Verbo Se faria carne para habitar entre os homens (Jo.1:14), como também quando se teria “o princípio” em que todas as coisas seriam criadas (Gn.1:1).

Esta tarefa do planejamento é exercida pelo Pai, que, portanto, dá início a todo o processo e bem por isso, como já temos visto, é chamado de Primeira Pessoa da Trindade e d’Ele se costuma dizer que é “…não procede de outra Pessoa, mas é princípio das duas outras Pessoas, que são o Filho e o Espírito Santo…” (resposta à pergunta nº 25 do Catecismo Maior de Pio X).

Após o planejamento, temos a organização, que é a constituição do organismo, ou seja, a geração e manutenção da ordem, a fim de que se tenha o campo em que se tornará concreto o que foi planejado.

A criação de todas as coisas faz parte desta organização, bem como a manutenção do que foi criado (Gn.1:1,2; Jo.1:1-3; Hb.11:3).

- A própria criação, em si, por ser uma ação divina, foi um processo, em que o Pai exerceu o planejamento; o Filho, a execução e o Espírito Santo, o controle: “…O Pai proclamou as palavras criadoras [Sl.33:9; Hb.11:3], e o Filho executou-as [Jo.1:3; Cl.1:16] …” (DFAD 2.ed., II.1, p.40), enquanto o Espírito Santo “…desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como que ‘pairando’ (‘Se movia’) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus (…) (Sl.33:6). Além disso, o Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33:4; Sl.104:30) …” (BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. A criação, p.31).

Pr. Caramuru Afonso Francisco👇




Dr. CARAMURU👇






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 PROFESSOR, VOCÊ CONHECE OS TERMOS USADOS NESTA REVISTA? VAMOS NOS ATUALIZAR ENTÃO?

GRÁFICO GLOSSÁRIO DE TERMOS DA REVISTA
3º TRIMESTRE 


Nossa nova revista de adultos 3º Trimestre de 2023 trata de um tema importante: APOLOGÉTICA CRISTÃ. Portanto ela aborda temas voltados à MODERNIDADE, ao SISTEMA MUNDANO que está agindo no mundo desde Babel de onde veio a Babilônia. Entretanto esse espírito babilônico tem se renovado a cada era que passamos. Então, pensando nisso, como nossa revista contém vários termos que aludem a esse ataque do adversário ao povo de Deus, procuramos ler toda a revista e identificar todos esses termos e criar um GLOSSÁRIO com todos esses termos. Acredito ser necessário para que o Professor aprenda esses conceitos que estão presentes nas revistas e assim explicar melhor aos alunos. Também pode imprimir uma folha grande e ministrar em classe. Lembrando que, como são cerca de 15 termos, eles estão sendo feitos em partes e na sequencia das lições. Bom uso. Deus abençoe *Disponibilizaremos o gráfico em alta resolução em nossos grupos de WZP





    



 

   















A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A Escola Dominical nasceu da visão de um homem que, compadecido pelas crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel.
Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.
É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês.
Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?
Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso e incondicional.
Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.
No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.
Mui apropriadamente, escreve o pastor Antônio Gilberto: "Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe".
Além de Robert Raikes, muitos foram os evangelistas que se preocuparam com o ensino sistemático da Palavra de Deus às crianças. Eis o que declarou o príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon: "Uma criança de cinco anos, se ensinada adequadamente, pode crer para a salvação tanto quanto um adulto. Estou convencido de que os convertidos de nossa igreja que se decidiram quando crianças são os melhores crentes. Julgo que são mais numerosos e genuínos do que qualquer outro grupo, são mais constantes, e, ao longo da vida, os mais firmes".
Assim reafirmou Moody o seu apoio ao ensino cristão: "Há muita desconfiança na igreja de hoje quanto à conversão de crianças. Poucos crêem que elas podem ser salvas; mas, louvado seja o Senhor, esta mentalidade já está modificando -uma luz começa a brilhar".
Expressando o mesmo sentimento que levou Robert Raikes a fundar a Escola Dominical, pondera o pastor Artur A. M. Gonçalves, reitor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo: "As maiores vítimas dos males da nossa sociedade estão sendo as crianças. E é das crianças que vêm os mais angustiantes apelos. Para construirmos um mundo melhor, concentremos nossos esforços nas crianças. Para expandirmos o Reino de Deus, demos prioridade à evangelização das crianças".
VI. A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL
A Escola Dominical no Brasil teve como nascedouro a cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A data jamais será esquecida: 19 de agosto de 1885. Nesse dia, os missionários escoceses Robert e Sara Kalley dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi o suficiente para que o seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.
Hoje, naquele local, acha-se instalado um colégio, que faz questão de preservar o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.










OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL
Quatro são os objetivos primaciais da Escola Dominical: ganhar almas, educar o ser humano na Palavra de Deus, desenvolver o caráter cristão e treinar obreiros.
1. Ganhar almas. Ganhar almas significa convencer o pecador impenitente, através do Evangelho de Cristo, quanto à premente necessidade de arrepender-se de seus pecados, e aceitar o Filho de Deus como o seu Único e Suficiente Salvador.
Evangelizar, ou ganhar almas, é o primordial objetivo da Escola Dominical. Pois antes de ser a principal agência educadora da Igreja, é a E.D. uma agência evangelizadora e evangelística.
• Evangelizadora. proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina.
• Evangelística. prepara obreiros para a sublime missão de ganhar almas.
Dessa forma, cumpre a Escola Dominical a principal reivindicação da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mt 28.18-20). A E. D. que não evangeliza não é digna de ostentar tão significativo título.
2. Educar o ser humano na Palavra de Deus. Em linhas gerais, educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.
No âmbito da Escola Dominical, educar implica em formar o caráter humano, consoante às demandas da Bíblia Sagrada, a fim de que ele (o ser humano) seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do Criador.
As Sagradas Escrituras têm como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir
em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16,17).
O Dr. Clay Risley achava-se bem ciente quanto a essa missão da Escola Dominical: "Um jovem educado na Escola Dominical raramente é levado às barras dos tribunais".
3. Desenvolver o caráter cristão. Também é missão da Escola Dominical a formação de homens, mulheres e crianças piedosos. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo é irreplicável: "Exercita-te a ti mesmo na piedade" (1 Tm 4.7).
A piedade não se adquire de forma instantânea. Advém-nos ela de exercícios e práticas espirituais que nos levam a alcançar a estatura de perfeitos varões. Lembro-me, aqui, das apropriadíssimas palavras de Alan Redpath: "A conversão de uma alma é o milagre de um momento; a formação de um santo é a tarefa de uma vida inteira".
Só nos resta afirmar ser a Escola Dominical uma oficina de santos. Ela ensina a estes como se adestrarem na piedade até que venham a ficar, em todas as coisas, semelhantes ao Senhor Jesus. Assim era SaduSundar Singh - o homem que se parecia com o Salvador. O que dizer de Thomas à Kempis? Em sua Imitação de Cristo, exorta-nos a celebrar diariamente a piedade para que alcancemos o ideal do Novo Testamento: a parecença do homem com o seu Criador. No cumprimento desse ideal tão sublime, como prescindir da Escola Dominical?
4. Treinar obreiros. Embora não seja um seminário, nem possua uma impressionante grade curricular, é a Escola Dominical uma eficientíssima oficina de obreiros. De suas classes é que saem os diáconos, os presbíteros, os evangelistas, os pastores, os missionários e teólogos.
A pesquisa efetuada pelo Dr. C. H. Benson referenda o que está sendo dito: "Um cálculo muito modesto assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em algum tempo, alunos da Escola Bíblica Dominical".
Como discordar de Benson? Se hoje escrevo este livro é porque, quando ainda tenro, meus pais preocuparam-se em levar-me a este bendito educandário. Lembro-me das recomendações que o saudoso José Gomes Moreno, pastor na cidade paulista de São Bernardo do Campo, fazia aos nossos pais: "Não mande seus filhos à Escola Dominical. Venha com eles".

Dos obreiros, professores e doutores na Palavra que hoje conheço, todos tiveram uma herança espiritual comum: a Escola Dominical, cuja história, como veremos a seguir, remonta aos tempos bíblicos.








UMA BOA AULA                                       
 Isaias Silva
Escolas vazias, alunos ausentes. Aulas chatas. Professores desmotivados.
Tudo isso tem um principal motivo: “A FALTA DE UMA BOA AULA. ”
Mas o que é uma boa aula, afinal?
Uma boa aula, segundo a pedagogia e a didática, é quando temos:
- Algo novo para ouvir,
- Algo novo para vê.
- Algo novo para aprender.
- Algo novo para fazer.
Assim como na escola secular, o professor da escola dominical deve estudar e aplicar em sala de aula os princípios da pedagogia e da didática para que tenha um bom resultado no ensino, e em consequência desta aplicação, gerar uma “BOA AULA. ”
Escrevi abaixo algumas dicas para o professor da escola dominical gerar uma boa aula:
-Faça um plano de aula. (esboço)
- Pesquise, pesquise muito o assunto da lição. (biblioteca, internet, etc)
- Estude na semana o assunto da lição. (e não só no sábado á noite)
- Estude a bíblia, faça cursos bíblico e teológico, procure atualizar-se.  
- Para cada lição, prepare uma dinâmica. (recursos didáticos)
- Para cada aula, prepare uma ilustração. (figura de linguagem)
- Faça perguntas, dentro do assunto da lição, para seus alunos. (pedagogia)
- Aplique o assunto da lição para os dias atuais. (hermenêutica)
- Procure tirar as principais dúvidas dos seus alunos sobre o assunto da lição.
- Cumprimente os seus alunos, um por um, e os convide para retornar á próxima aula.
- Pare de contar ”HISTORINHAS”, faça uma boa introdução da aula, e vá direto ao assunto.
- Faça de tudo para que os seus alunos saiam da aula com um gosto de “QUERO MAIS. ”
- Ore por você e por seus alunos, só assim alcançarás os objetivos.



AS FUNÇÕES DO PROFESSOR
Os professores exercem muitas funções na sala de aula.
Depois de um período em que lidou com tinta, cartazes e materiais de colagem, eles poderão sentir que sua função mais adequada é a de zelador. Ou, quando um aluno precisa de alguém com quem conversar, então o papel de conselheiro é o mais apropriado. Poderíamos fazer uma lista de doze ou mais funções que o professor exerce no decorrer de vários períodos de ensino. Neste capítulo, focalizamos quatro funções especialmente importantes.
Talvez a função mais importante que um professor desempenha é a de amigo dos alunos. Não estamos falando sobre um relacionamento íntimo como o de colegas de turma.
Estamos enfatizando o relacionamento pessoal de cuidado, de amor, que é tão importante para que as pessoas possam comunicar-se e crescer juntas. Lembre-se, por um momento, dos professores que você teve na Escola Dominical, ou na escola secular. Procure pensar em um ou dois professores específicos que você considerava amigos. Tenho feito esta sugestão a muitas pessoas e ouvido declarações como estas:
“Tínhamos oportunidade de conhecê-los fora da sala
de aula.”
“D.................... sempre nos chamava pelo nome.”

“Algumas vezes, o Prof.................... vinha à nossa casa para me visitar e à minha família.”
“Sempre estavam atentos ao que nós dizíamos. ”
“Eles se interessavam por aquilo que a gente também achava interessante. ”
Tenho certeza de que você poderia acrescentar à lista suas próprias observações. A maioria dos alunos que terminam o segundo grau e a faculdade teve mais de duzentos professores. Que tragédia seria se alguns desses professores não fossem lembrados como amigos!
O ponto importante aqui é que todos nós temos oportunidade de sermos lembrados pelos alunos como seus amigos.
Mesmo após terem esquecido as matérias que ensinamos.
Apesar de este manual focalizar habilidades, técnicas, atividades e recursos que contribuem para um ensino eficiente, devemos centralizar a atenção no fato de que o relacionamento em nossas classes é de importância primordial. Deus tem sempre atuado e falado através de pessoas. Na sala de aula, somos as pessoas através das quais Deus fala a meninos e meninas, a homens e mulheres.
Outra função importante é a do professor como interprete.
Os professores servem muito melhor como interpretes do que como transmissores. O transmissor envia mensagens numa só direção, da fonte ao receptor. O problema deste tipo de comunicação é que o êxito recai nas mãos do receptor. Ele é quem decide se vai ligar ou não, se vai mudar de faixa, ou se aumenta ou diminui o volume. Minhas observações têm confirmado que, às vezes, aquilo que parece problema de disciplina é exemplo de alunos que estão mudando de faixa ou se desligando de professores transmissores.
Assim, o professor será muito mais eficaz como interprete, porque facilita a comunicação entre pessoas. O intérprete tem de escutar muito cuidadosamente. Tem de conhecer bem as línguas, os marcos de referência e a experiência de ambas as partes. E isto que é necessário na igreja: professores que escutem, que conheçam tanto o mundo da igreja quanto o mundo do aluno. Se os professores servirem mais como intérpretes, descobrirão que os alunos se envolverão muito mais na aprendizagem e se sentirão mais motivados.
Á uma função importante que nenhum professor aceita voluntariamente. Muitos supõem que ela é preenchida por  mais alguém. Referimo-nos à função do professor como elaborador de curriculo. Alistar professores, sugerindo-lhes que sejam elaboradores de currículos, provavelmente faria a tarefa muito mais difícil, porque poucos se sentem qualificados para esse tipo de trabalho. Contudo, antes de passar adiante, vamos olhar o assunto de outro ângulo.
Os professores, usualmente, recebem material para escola bíblica dominical produzido pelas editoras (denominacionais ou independentes). Geralmente, este material consiste em manual do professor e livro do aluno. A esta altura, não estamos preocupados se o material é excelente ou não.
O fato é que o conteúdo desses materiais costuma ser muito geral. E escrito para um mercado nacional de professores e alunos. Para determinada classe, o conteúdo do material pode não atender completamente às necessidades. Somente o professor pode adaptá-lo, ajustá-lo e encaixá-lo para seu grupo de alunos, com perícia, interesses, habilidades específicas e experiências prévias que ele conhece. Somente o professor pode resolver se determinada atividade é, ou não, apropriada para todos, para alguns ou para nenhum dos alunos.
Se dissermos que uma das responsabilidades do professor é planejar lições, não seria surpresa. Pois bem, a lição planejada e usada para um grupo de alunos é o seu currículo. Portanto, os professores devem ser levados a pensar e tomar decisões da mesma maneira que os elaboradores do material para escola bíblica dominical. Não estamos sugerindo que os professores dispensem o material fornecido pela igreja e comecem do nada a elaborar as suas próprias lições. Estamos sugerindo que assumam a responsabilidade de adaptar o currículo a fim de que sirva a uma turma específica.
A quarta função, muito importante, do professor, é que continue a ser aprendiz ■. Eu acho que o melhor programa de educação de adultos, que uma igreja pode ter, é o preparo de professores responsáveis e motivados. Eles devem desejar aprender muito sobre crianças, sobre ensino e sobre os conceitos bíblicos e teológicos que estão ensinando.
Quando os professores são amigos, intérpretes, bons elaboradores de currículo e aprendizes, então quase podemos garantir que ensino e aprendizagem serão estimulantes e gratificantes para professores e alunos.
MANUAL DO PROFESSOR EFICAZ
de Donald L. Griggs.





TREINAMENTO PARA PROFESSORES DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – EBD

 O professor da Escola Bíblica Dominical, deve estar preparado para o exercício de uma das mais nobres virtudes do ser humano em todo o tempo, que é o de ensinar. Em todo o mundo milhões e milhões de dólares são gastos todos os anos com o ensino e com a formação de novos professores. Na Igreja de Cristo não devia ser diferente, contudo não vemos a mesma ênfase que o mundo dá aos seus mestres, dentro de nossas igrejas.
Para o bom desempenho do professor da Escola Bíblica Dominical é preciso que ele esteja preparado para ensinar, pronto para discipular e pronto a exercer a liderança no grupo.
Durante o treinamento vamos abordar os temas a seguir enumerados como: “O Discipulado na E.B.D.”, “A Dicotomia Entre o Formado e o Leigo na E.B.D.” e “O Que é Preciso Para se Ter Uma Liderança Eficaz”.

1. ENSINO


 Ensinar é uma das missões da igreja. Muitas igrejas se acham anêmicas espiritualmente porque não tem dado ênfase ao estudo da Palavra de Deus. Por falta de Profeta o povo se corrompe. O crente que não conhece a Bíblia está propenso a deixar-se levar por qualquer vento de doutrina que passa. O apóstolo Paulo tinha grande preocupação com relação a questão do ensino. Em Romanos 12:7, ele chamou a atenção escrevendo: “Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar haja dedicação ao ensino”.

1.1 Ministério da Educação Cristã

2. O ministério da educação cristã está associado com o ensino da Palavra de Deus no seio da igreja. Deste modo, é preciso que se tenha obreiros devidamente preparados e treinados para o exercício deste ministério. Muitas igrejas não têm dado o devido apoio a aqueles que tem se dedicado a Educação Cristã, contudo tem incorrido em uma falta muito grande, que é estar omissa as necessidades espirituais de seus membros.

 1.2 Escola Bíblica Dominical

 A Escola Bíblica Dominical tem como meta o ensino da Palavra de Deus. Ultimamente temos visto e ouvido de muito descaso nesta área por parte de algumas denominações. Preocupados com o esvaziamento da escola bíblica, muitos grupos tem conclamado congressos e simpósios para tratar do assunto, com vistas a ter-se uma sensível melhora nesta área. Sabemos que os problemas na área da Escola Bíblica Dominical são muitos e envolvem muitas questões. A freqüência à escola dominical tem caído muito nos últimos anos e de acordo com os dados estatísticos, se acha em torno de 50 a 60% de freqüentadores assíduos. A qualidade do ensino tem caído quase na mesma proporção. É preciso motivar as pessoas para que realmente sintam necessidades da busca de conhecimento da Palavra. Devemos dar prioridade ao ensino bíblico em nossas igrejas. Há igrejas evangélicas que tem substituído os assuntos inerentes a Bíblica por assuntos seculares, o que tem se tornado em instrumento de desmotivação de parte considerável dos membros, que preferem unicamente o estudo da Palavra.
1.3 Escola de Treinamento de Professores
Deve ser dado ênfase ao treinamento de pessoas vocacionadas para o ministério do ensino, oferecendo-lhes condições favoráveis para o seu devido preparo. A igreja, deve encaminhar os seus candidatos as Faculdades Teológicas para melhor se prepararem para exercerem esse ministério. Devemos ajudar a todos os irmãos que tem colocado suas vidas à disposição do Senhor, ingressando em uma Faculdade para se preparar, para melhor servir a causa do Mestre. Devemos colocá-los diante de Deus em nossas orações e ajudá-los financeiramente se necessário for. A Igreja, deve então, disponibilizar recursos de seu orçamento para a formação de novos Bacharéis em Teologia, não somente em Ministério Pastoral ou em Missões, mas também e principalmente em Ministério de Educação Cristã. Uma vez completado o curso teológico, o novo Bacharel em Educação Cristã, estará apto e credenciado para dar início ao seu ministério de ensinar a Palavra de Deus.


1.4 Unidade no Corpo de Cristo
A união ou comunhão na igreja é primordial, pelo que Jesus rogou ao Pai, dizendo: “... Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que os tens amado a eles como me tens amado a mim (João 17:21-23). Este é o grande ensino de Jesus acerca da comunhão e esta deve ser a grande meta da igreja de Jesus. Só há uma maneira do mundo crer que Deus enviou Jesus, se formos um com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Só há uma maneira do mundo conhecer que Deus enviou a Jesus, se Jesus estiver em nós, assim como o Pai está em Jesus, se formos perfeitos em unidade, assim como Jesus é perfeito em unidade com o Pai. A comunhão na igreja começa na Escola Bíblica Dominical. É nela que os membros tem a oportunidade de aprender sobre a Palavra de Deus e participar com perguntas e colocações que enriquecem a todos. É o local apropriado para o membro expressar todas as suas dúvidas e todos os seus questionamentos colocando-os para fora. E, é acima de tudo, o local ideal para o exercício do discipulado.
1.5 Assessoramento do Pastor

O pastor é o líder da igreja e como tal deve ter uma vida exemplar diante de Deus e dos homens, de modo que a igreja possa ver em seu pastor um exemplo de servo de Cristo. Ele deve estar pronto para treinar, equipar e discipular os santos para melhor servirem a causa de Deus. O pastor deve ser paciente, longânimo, amoroso, e acima de tudo preparado para ensinar, exortar e edificar a igreja em Cristo. Deve ter participação ativa no ensino da Palavra de Deus, quer seja na Escola Bíblica Dominical ou no Púlpito. De modo que o ensino seja relevante em todos os seguimentos na vida da igreja.
O pastor deve ter presença assídua na E.B.D., de modo a estar pronto para auxiliar os professores a esclarecerem dúvidas principalmente as ligadas as doutrinas cristãs etc. Como ele não pode estar em todas as classes da E.B.D. ao mesmo tempo, deve programar-se de modo que possa visitar, em cada domingo uma determinada classe da E.B.D. Assim, o pastor estará dando toda assistência as ovelhas do rebanho, seja em qual for a situação. “Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente; cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (Tiago 5:13-15). Este texto, dá indicação bastante clara do modo como a igreja, como toda deve se conduzir, mas principalmente os líderes e aí se inclui o pastor.

Augusto Bello de Souza Filho
Bacharel em Teologia






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