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"NATAL"
“Nasce o dia, nasce o Cristo,
e a alma sente o que é ser.
No silêncio da noite fria,
renasce o dom de crer.”(Fernando Pessoa)
A importância do nascimento de Jesus
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4-5).
Independente da data e da comemoração do Natal, acreditamos que todos os cristãos são gratos a Deus pela vinda de Jesus. O Senhor Jesus é a pessoa central da fé cristã. A primeira profecia referente ao Messias está registrada no livro de Gênesis, onde o apresenta como a semente da mulher: E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (Gn 3.15). O Messias nasceria da descendência de Abraão: ...e em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3). A respeito dele, lemos o seguinte em Números 24.17: Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel... A Sagrada Escritura indica o local do nascimento de Jesus: E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Mq 5.2).O Messias milagrosamente nasceria de uma virgem: Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel (Is 6.14).
O ministério do Messias seria glorioso: Mas a terra, que foi angustiada, não será ente- nebrecida; envileceu nos primeiros tempos, a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, na Galiléia das nações. O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeu a luz. Tu multiplicaste a nação, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa, e como exultam quando se repartem os despojos (Is 9.1-3).
O Messias seria o grande profeta: O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis... (Dt 18.15).
Seria o sacerdote eterno: Jurou o Senhor, e não se arrependerá; tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque (Sl 110.4).
Ele sofreria em nosso lugar: Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimi- do. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cairf sobre ele a iniqüidade de nós todos (Is 53.4-6).
O nascimento do Senhor Jesus é motivo de grande alegria a todos o povos. Para os cris- tãos, o Natal (o nascimento de Jesus) significa a materialização do grande amor de Deus: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). E mais: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). E não pára por aí: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens (Lc 2.14). Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Jo 2.11).
Independente de qualquer posição em relação à festa de Natal, louvamos a Deus por essa feliz Boa Nova: Jesus nasceu!
A letra mata?
Não obstante a todas estas ponderações, não é difícil encontrar opositores do estudo teológico entre os mais diversos grupos religiosos. Em verdade, esse comportamento é peculiar em muitos deles. Entretanto e lastimavelmente, isso é constatado também no seio da igreja evangélica.
Geralmente, o texto áureo e justificativo desse posicionamento encontra-se nas conhecidas palavras do apóstolo Paulo, que dizem: "O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica" (2Co 3.6; grifo do autor). Eis aí a questão que lança os fundamentos para a hostilidade de alguns em relação ao estudo teológico.
Respeitando seu contexto bíblico, alertamos que a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o estudo (conhecimento) teológico. Até porque o apóstolo, que era um dos doutores da igreja (At 13.1) e jamais poderia pensar assim. Acreditamos que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da educação teológica!
Acerca de Coríntios 2.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológico.
Etimologia da palavra IGREJA
A palavra “Igreja” vem do grego “EKKLESIA” e literalmente significa “Igreja” (Chamado para fora). Na Grécia antiga, identificava uma “assembléia”, em que um arauto convocava as pessoas para uma reunião, que podia ser realizada ao ar-livre, numa praça, com finalidade religiosa, política ou de outra ordem. Na realidade, fomos tirados “para fora” do mundo e Ele “nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.6).
Sobre o que fala cada livro da Bíblia em poucos minutos👇
Etimologia da palavra IGREJA
A palavra “Igreja” vem do grego “EKKLESIA” e literalmente significa “Igreja” (Chamado para fora). Na Grécia antiga, identificava uma “assembléia”, em que um arauto convocava as pessoas para uma reunião, que podia ser realizada ao ar-livre, numa praça, com finalidade religiosa, política ou de outra ordem. Na realidade, fomos tirados “para fora” do mundo e Ele “nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.6).
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Jesus em cada livro da Bíblia, Jesus esta em TODA a Bíblia👇
Como a Bíblia foi escrita
Segundo estudiosos, cerca de 40 pessoas escreveram os livros bíblicos num período aproximado de 1600 anos entre o primeiro e o último escritor - de Moisés a João Evangelista. Apesar de tantos livros escritos e poucas ligações entre os seus escritores, a Bíblia se mostra inerrante e infalível.
Material Usado na Escrita do AT.
1. Papiro.
Também conhecido como junco, é uma planta aquática muito comum no Egito (Ex 2.3; Jó 8.11; Is 18.2). Do cerne de seu caule produzia-se um material semelhante à folha de papel, que os antigos usavam para a escrita. Os primeiros livros da Bíblia tiveram como matéria-prima o papiro.
O Novo Testamento faz menção do papiro (2 Jo 12), da tinta nele utilizada, no grego melan (2 Co 3.3; 2 Jo 12); e da pena empregada para nele se escrever, kalamos em grego (3 Jo 13). Do vocábulo papiro originou-se a palavra papel.
2. Pergaminho. O nome deste material provém de Pérgamo – cidade da Ásia Menor, na atual Turquia, onde originalmente era ele produzido. Fabricado com peles de cabra, ou de ovelhas, o pergaminho era submetido a vários processos industriais até estarem completamente prontos para a escrita.
O pergaminho, conhecido também como couro ou velino, era duradouro que o papiro, porém muito mais caro. E embora os livros dos tempos apostólicos fossem de pergaminhos, os papiros jamais deixaram de ser usados. Paulo menciona o pergaminho numa de suas cartas (2 Tm 4.13).
Divisão da Bíblia: entenda como foi formada e está organizada
A Bíblia é um conjunto de 66 livros, que foram escritos entre 1500 - 1400 a.C. e 100 d.C. A Bíblia Sagrada é dividida em duas grandes partes: o Antigo Testamento - ou Velho Testamento - composto por 39 livros e o Novo Testamento que reúne 27 livros. Dentro dessas duas partes, ela ainda contém 8 grupos de livros, como pode ser conferido abaixo. Ter uma Bíblia é ter uma biblioteca em mãos!
A palavra 'bíblia' é o plural da palavra grega biblos que significa 'livro'. A palavra também remete a cidade do Líbano chamada Biblos - que atualmente se chama Jbeil - local onde eram produzidos os papiros comercializados na Grécia Antiga.
Todos os textos bíblicos foram escritos originalmente em hebraico e grego, com poucas partes em aramaico. Cada livro foi elaborado em épocas distintas, sendo reunidos nos primeiros séculos da igreja cristã.
Antigo Testamento:
1. Pentateuco
O Pentateuco - do grego pentateuchos, que significa 'livro de cinco volumes' - é composto pelos 5 primeiros livros da Bíblia. Estes fazem parte da Torá, o Livro da Lei para os judeus. Todos estão dispostos em ordem cronológica. São eles: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
2. Livros Históricos
Este conjunto é formado por 12 livros que contam a história do povo de Israel desde a conquista da Terra Prometida até o exílio babilônico. Os 12 livros também estão em ordem cronológica: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
3. Livros Poéticos
5 livros fazem parte deste grupo. São poesias, sabedorias, provérbios e cânticos. Estes estão organizados por ordem de relevância, são eles: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares
4. Profetas Maiores
Os livros proféticos - num total de 17 - são registros dos profetas sobre o Povo de Israel. Neste grupo há uma subdivisão - profetas maiores e menores - organizados por ordem de relevância. Fazem parte dos profetas maiores 5 livros: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.
5. Profetas Menores
Neste grupo estão organizados 12 livros proféticos. A nomenclatura não quer dizer que um profeta era "maior do que o outro", na verdade, a definição está relacionada a extensão da obra literária. Os livros dos profetas menores tem menos capítulos do que os livros dos profetas maiores, são eles: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Período Intertestamentário (ou Interbíblico)
Novo Testamento:
1. Evangelhos
Os 4 Evangelhos relatam o nascimento, o ministério, a morte, a ressurreição e a ascensão de Jesus. Destes, 3 Evangelhos são denominados como sinóticos - que tem a mesma visão - pois respeitam a mesma sequência de fatos. Apenas o Evangelho de João se difere dos demais por ter diferenças em vários detalhes, na ênfase e no vocabulário. São os 4 livros: Mateus, Marcos, Lucas e João.
2. A História da Igreja Primitiva
É composto por apenas um livro histórico. O livro aborda sobre a implementação da Igreja Primitiva depois do derramar do Espírito Santo e a expansão do Evangelho. O livro é conhecido como Atos dos Apóstolos.
3. Epístolas ou Cartas Apostólicas
São cartas apostólicas direcionadas às primeiras igrejas espalhadas no mundo antigo, são um total de 21 cartas. Todas as cartas estão organizadas cronologicamente, sendo que as 13 primeiras cartas são de autoria do Apóstolo Paulo, são elas: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Felipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon. Já as 8 cartas restantes foram escritas por outros autores, são elas: Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas.
4. Apocalipse ou Revelação
No caso, apenas o Livro de Apocalipse - escrito por João Evangelista - faz parte desta categoria.
nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa
Mateus 5:14,15
DICAS DE EXEGESE BÍBLICA - Pr. Isaías Silva
E, correndo Filipe, ouviu que
lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês?
Atos 8:30
E leram o livro, na Lei de
Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
Neemias 8:8
O QUE É O CORPO HUMANO?
C Qual é a estrutura do corpo humano?
A Bíblia declara que Deus fez o homem do pó da
terra (Gên. 2.7), e a ciência afirma que o corpo é constituído de vários
elementos químicos terrígenos. Tais elementos são enumerados como cálcio,
carbono, cloro, flúor, hidrogênio, tintura de iodo, ferro, magnésio, manganês,
nitrogênio, oxigênio, fósforo, potássio, silicone, sódio, súlfur. Juntos eles
não ultrapassam 6% de todo o corpo e o restante é composto de água, carbono e
gases. A Bíblia afirma que o corpo humano “é da terra, terreno” (1 Cor.
15.47-49). Essa é a parte material do ser humano.
Os seguintes nomes aplicam-se ao
corpo
a) casa, ou Tabernáculo (2 Cor. 5.1). É a tenda na
qual a alma do homem, qual peregrina mora
duramente sua viagem do tempo para a eternidade. À morte, desarma-se a barraca
e a alma parte (Is. 38.12; 2 Ped. 1.13,14).
b) Invólucro (Dan. 7.15). O corpo é
a bainha da alma. A morte é o desembainhar a espada.
c)
Templo. O templo é um lugar consagrado
pela presença de Deus – um lugar onde a onipresença de Deus é localizada (1
Reis 8.27,28). O corpo de Cristo foi um templo (João 2.21) porque Deus estava
nele (2 Cor. 5.19). Quando Deus entra em relação espiritual com uma pessoa, o
corpo dessa pessoa torna-se um templo do Espírito Santo (1 Cor. 6.19).
Os
filósofos pagãos falavam do corpo com desprezo, consideravam-no um estorvo à
alma, e almejavam o dia quando a alma estaria livre das suas complicadas e
enredosas roupagens. Mas se as Escrituras em toda parte tratam o corpo como
obra de Deus a ser apresentado a Deus (Rom 12.1), usado para a glória de Deus
(1 Cor. 6.20). Por que, no livro de Levítico contém tantas leis governando a
vida física dos israelitas? Para ensiná-los que o corpo como instrumento da
alma, deve conservar-se forte e santo.
É verdade
que este corpo é terreno (1 Cor. 15.47) e como tal um corpo de humilhação (Fil.
3.21), sujeito às enfermidades e à morte (1 Cor. 15.52), de maneira que gememos
por um corpo celestial (2 Cor. 5.2). Mas à vinda de Cristo, o mesmo poder que
vivificou a alma transformará o corpo, assim completando a redenção do homem. E
o penhor dessa mudança é o Espírito que nele habita (2 Cor. 5.5; Rom. 8.11).
O Corpo Humano
Diversas
palavras hebraicas são traduzidas como ‘corpo’, sendo que a principal delas é ‘gewyya’,
que é usada principalmente no sentido de ‘cadáver’, ainda que também se
refira ao corpo humano e suas formas de expressões (Gên. 47.18). Outras
passagens das Escrituras como, por exemplo: em Deuteronômio 28. 4, a palavra ‘Beten’,
que significa ‘ventre’, é traduzida como ‘corpo’ em outras versões. Somos
também informados pelos eruditos que Isaias 51.23: ‘gewe’ – tem o
sentido de ‘costas’. Em Lamentações 4.8, por ‘eçem’, que significa ‘osso’.
O homem
através do corpo, não só é senhor de si mesmo, como também graças a ele
torna-se senhor do mundo. Assim o corpo torna-se um dos componentes
fundamentais do existir, do viver, do conhecer, do desejar, do fazer, do ter,
etc. Ou seja, foi criado por Deus como elemento essencial do homem. Sem ele o
homem não poderá realizar as seguintes coisas:
â Não pode
alimentar-se,
â Não pode
reproduzir-se,
â Não pode
aprender,
â Não pode
comunicar-se,
â Não pode
divertir-se,
â Não pode
trabalhar,
â Não pode
adorar,
É mediante o corpo que o homem é um ser social.
Mediante o corpo o homem é um ser religioso e, por meio deles, suas obras serão
um dia aprovadas ou reprovadas diante de Deus (2 Cor. 5.10).
Um Químico Inglês
Um
químico inglês depois de analisar o corpo humano cuidadosamente, chegou à
curiosíssima conclusão:
Se os elementos químicos do corpo humano pudessem
ser separados, fabricaríamos os seguintes objetivos: com a gordura, sete
sabonetes, com o fósforo, uma caixa de fósforos, com o potássio, tirar uma
fotografia de tamanho normal, com o açúcar, adoçar uma xícara de café, com o
ferro, fazer um prego, enfim, o valor (segundo este cálculo) químico é
aproximadamente de um dólar. (veja a cotação do dólar no câmbio oficial e
deduza o valor)
Segundo Gên. 2:7, o homem se compõe de duas substâncias
— a substância material, chamada corpo, e a substância
imaterial,
chamada alma. A alma é a vida do corpo e quando a alma se
retira
o corpo morre. Mas, segundo 1 Tess. 5:23 e Heb. 4:12, o
homem se
compõe de três substâncias — espírito, alma e corpo;
alguns
estudantes da bíblia defendem essa opinião de três partes
da
constituição humana versus doutrina de duas partes
apenas,
adotada por outros. Ambas as opiniões são corretas quando
bem
compreendidas. O espírito e a alma representam os dois
lados da
substância não-física do homem; ou, em outras palavras, o
espírito
e a alma representam os dois lados da natureza
espiritual. Embora
distintos, o espírito e a alma são inseparáveis, são
entrosados um
no outro. Por estarem tão interligados, as palavras
"espírito" e
"alma" muitas vezes se confundem (Ecl. 12:7;
Apoc. 6:9);
de maneira que em um trecho a substância espiritual do
homem
se descreve como a alma (Mat. 10:28), e em outra passagem
como
espírito (Tia. 2:26). Embora muitas vezes os termos sejam
usados
alternativamente, têm significados distintos. Por
exemplo: "A alma"
é o homem como o vemos em relação a esta vida atual. As
pessoas
falecidas descrevem-se como "almas" quando o
escritor se refere à
sua vida anterior. (Apoc. 6:9, 10; 20:4.) "O
espírito" é a descrição
comum daqueles que passaram para a outra vida. (Atos
23:9; 7:59;
Heb. 12:23; Luc. 23:46; 1 Ped. 3:19.) Quando alguém for
"arrebatado" temporariamente fora do corpo (2
Cor. 12:2) se
descreve como "estando no espírito".(Apoc. 4:2;
17:3.) Sendo o
homem "espírito", é capaz de ter conhecimento
de Deus
e comunhão com ele; sendo "alma", ele tem
conhecimento de si
próprio; sendo "corpo", tem, através dos
sentidos, conhecimento do
mundo. — (Scofield)
Por Elvis
Brassaroto Aleixo
Deus existe? Quem é Deus? Onde Deus está? Para onde vou após a morte?
Existe céu? Existe inferno? Devo crer na Bíblia como Palavra de Deus?
Todos os cristãos que algum dia já se detiveram na reflexão destas
simples mas inquietantes interrogações experimentaram, ainda que
inconscientemente, momentos de meditações teológicas, pois a teologia é uma
matéria importante e inerente a todos os crentes que, de forma inevitável,
contemplam os mistérios da vida e as revelações divinas.
Neste sentido estrito, podemos afirmar que todos os membros das nossas
igrejas são teólogos, mesmo que ignorem ou até abdiquem desta condição. Se
mergulharmos ainda um pouco mais no assunto, e num sentido mais amplo que o
acima mencionado, poderíamos dizer que todo indivíduo de bom senso, que possua
um conceito formalizado acerca de um ser divino superior, independente de seu
credo, é um teólogo. Cada religião possui a sua "teologia".
Definindo o termo
Mas, afinal, o que é teologia cristã?
Na perspectiva da teologia acadêmica e histórica, uma resposta objetiva
e clássica seria: "fé em busca de entendimento". Orientados por este
significado, perceberemos que o genuíno desígnio da teologia acadêmica não deve
ser o exame da Bíblia para de forma indiscriminada e leviana construir
doutrinas para justificar uma crença. Muito pelo contrário, o teólogo cristão
deve utilizar a teologia para compreender melhor aquilo que previamente
expressa o texto bíblico, a despeito das suas crenças.
Os assassinos da letra
Não obstante a todas estas ponderações, não é difícil encontrar
opositores do estudo teológico entre os mais diversos grupos religiosos. Em
verdade, esse comportamento é peculiar em muitos deles. Entretanto e
lastimavelmente, isso é constatado também no seio da igreja evangélica.
Geralmente, o texto áureo e justificativo desse posicionamento
encontra-se nas conhecidas palavras do apóstolo Paulo, que dizem: "O qual
nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra,
mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica" (2Co 3.6;
grifo do autor). Eis aí a questão que lança os fundamentos para a hostilidade
de alguns em relação ao estudo teológico.
Pois bem, se o apóstolo Paulo declara que a letra mata, então este fato
é conclusivo. O que alguns precisam descobrir é quem de fato é essa
"assassina".
O que nos move a ressaltar este ponto é o fato de que essa "tal
letra", mencionada pelo apóstolo, tem sido alvo de distorções prejudicando
o desenvolvimento do ensino na igreja. É verdade que essa objeção ao estudo
teológico é defendida por cristãos sinceros, mas que deliberaram marginalizar o
estudo teológico acreditando ser uma atitude louvada pela Bíblia.
É curioso e contraditório, ao mesmo tempo. Mas o fato é que essa tal "letra que mata" vem tendo seu verdadeiro sentido também assassinado por alguns que a tentam interpretar. São aqueles a quem podemos chamar de "os assassinos da letra". Se você, porventura, se identifica como um dos tais, por favor, não se ofenda! A verdade é que essa repulsa tem no mínimo duas razões para existir. Proponho refletir um pouco mais sobre estas duas questões e depois retornamos ao "homicídio espiritual causado pela letra", o qual supostamente Paulo teria apregoado.
A marginalização da teologia
Quais seriam os fatores que cultivam esta marginalização?
Antes de qualquer palavra, é fundamental esclarecer que não é nossa
finalidade aqui censurar a devoção autêntica de nossos irmãos. A sinceridade de
sua fé não está em discussão. Até porque, um dos fatores que mais ajudam a
alimentar a rejeição da teologia encontra raízes nos próprios teólogos.
Conversando com uma missionária, algum tempo atrás, fui interpelado com
uma questão que, de certa forma, reflete o julgamento de muitos membros de
igrejas em relação à teologia. Ela questionava por que os teólogos são tão
apáticos em sua piedade e testemunho cristão. Não quero aqui entrar em méritos,
como, por exemplo, discutir essa generalização injusta ou que está escondida
atrás do conceito de apatia. Todavia, e inegavelmente, não se exige muitos
esforços para identificar comportamentos teológicos que instigam a rejeição da
teologia. Esse estereótipo pejorativo parece ser preservado por alguns poucos
teólogos, mas acabam por macular toda a classe. O orgulho intelectual, a
racionalização vazia, as conjeturas e especulações são tidos como alguns frutos
nocivos da teologia. E se torna mais grave ainda quando tais frutos são vindos
de pessoas que conhecem as Escrituras e que por isso deveriam proceder
totalmente ao contrário.
Contudo, em detrimento deste comportamento que, sabemos, não atinge os
teólogos comprometidos com a Palavra de Deus, existem ainda outras objeções
alicerçadas no desconhecimento bíblico. Logicamente, é muito mais confortável
escolher os mitos e as lendas do que cultivar uma fé racional, pois esta vai
exigir uma atitude trabalhosa em busca do conhecimento, enquanto que aquelas
conservam os fiéis na inércia, fazendo-os concordar, sem qualquer exercício
mental, com tudo o que ouvem. Como disse o grande teólogo Agostinho: "Deus
não espera que submetamos nossa fé sem o uso da razão, mas os próprios limites
de nossa razão fazem da fé uma necessidade". Eis aqui o matrimônio entre a
fé e a razão!
Outro fator a ser considerado é que o estudo teológico é marginalizado
porque ele incomoda, é inconveniente. É como se fosse uma pedra no sapato dos
manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas possuírem, mais
facilmente serão controladas. É um comportamento assumido pelas seitas, nas
quais o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e implanta um método sutil
de controle total.
Enquanto a teologia se opor aos modismos e ventos de doutrinas que não
coadunam com a Palavras de Deus e que levam muitos crentes à fantasias místicas
e subjetivas que beiram à heresias, ela continuará sendo menosprezada.
A letra mata?
Retomando a questão, mas respeitando seu contexto bíblico, alertamos que
a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o estudo
(conhecimento) teológico. Até porque o apóstolo, que era um dos doutores da
igreja (At 13.1) e jamais poderia pensar assim. Acreditamos que são
dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a aplicação de Paulo
aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da educação teológica!
Acerca de Coríntios 2.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da
nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual,
porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei
mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona
poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o
espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos
a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É
representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto
comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos
teológicos.
Por que teologia?
Os teólogos leigos, ainda que inconscientemente, se beneficiam da
educação teológica. Criticam o estudo teológico, mas lançam mão dele. Todo o
legado doutrinário que usufruímos hoje foi preservado por causa do zelo
impetrado pelos teólogos que formalizaram a fé por meio de credos, confissões e
outras obras. As doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo porque o Espírito
Santo se encarregou de inspirar e levantar teólogos comprometidos com a fé! O
estudo da teologia é um instrumento indispensável para o saudável
desenvolvimento da Igreja. Todos nós precisamos da teologia!
Os teólogos leigos deveriam reconhecer o auxílio que recebem dos
teólogos acadêmicos e as duas classes representadas, de mãos dadas, deveriam
seguir o conselho de Pedro, um teólogo que não possuía a erudição de Paulo, mas
que conseguiu equacionar a questão ordenando o crescimento na graça e no
conhecimento, concomitantemente (2Pe 3.18).
Dessa forma, o evangelho sairá ganhando e cada membro da igreja estará
no seu posto, lapidando o aperfeiçoamento dos santos, para a edificação do
corpo de Cristo, segundo o ministério que lhe for confiado por Deus (Ef
4.11,12).
Sobretudo, e finalmente, nosso desejo e oração é para que consigamos
aplicar a teologia à nossa vida. Se fracassarmos neste intento, a teologia não
será mais que mera futilidade.
Que o Senhor nos guie ao genuíno conhecimento de suas revelações, pelo
seu amor e para a sua glória!
(Defesa da Fé - Edição 63)
A teologia liberal e suas implicações
para a fé bíblica
Por Danilo Raphael
Do jeito que
as coisas andam em nossos dias, precisamos urgentemente nos libertar da
teologia liberal. É espantoso o crescente número de livros (inclusive
publicados por editoras evangélicas) que esboçam os ensinamentos deste tipo de
teologia ou tecem comentários favoráveis. Embora esta teologia tenha nascido
com os protestantes, hoje, porém, seus maiores expoentes são os católicos
romanos. Em qualquer livraria católica encontramos grande quantidade de obras
defendendo e/ou propagando a teologia liberal. E não é só isso. A forma com que
alguns seminários e igrejas vêm se comprometendo com os ensinos desta teologia
também é de impressionar.
A libertação
da teologia liberal não só é necessária como também é vital para a Igreja
brasileira, ameaçada pelo secularismo e pelo liberalismo teológico corrosivo.
Apesar das
motivações iniciais dos modernistas, suas ideias, no entanto, representaram
grave ameaça à ortodoxia, fato já comprovado pela história. O movimento gerou
ensinamentos que dividiram quase todas as denominações históricas na primeira
metade deste século. Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo
abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade
descarada. Atualmente, a maioria dos evangélicos tende a compreender a palavra
"modernismo" como uma negação completa da fé. Por isso, com
facilidade esquecemos que o objetivo dos primeiros modernistas era apenas
tornar a igreja mais "moderna", mais unificada, mais relevante e mais
aceitável em uma era caracterizada pela modernidade.
Mas o que
caracterizaria um teólogo liberal? O verbete sobre o "protestantismo
liberal" do Novo Dicionário de Teologia, editado por Alan Richardson e
John Bowden, nos traz uma boa noção do termo. Vejamos três destaques de
elementos do liberalismo teológico:
1. É
receptivo à ciência, às artes e estudos humanos contemporâneos. Procura a
verdade onde quer que se encontre. Para o liberalismo não existe a
descontinuidade entre a verdade humana e a verdade do cristianismo, a disjunção
entre a razão e a revelação. A verdade deve ser encontrada na experiência
guiada mais pela razão do que pela tradição e autoridade e mostra mais abertura
ao ecumenismo;
2. Tem-se
mostrado simpatia para com o uso dos cânones da historiografia para interpretar
os textos sagrados. A Bíblia é considerada documento humano, cuja validade
principal está em registrar a experiência de pessoas abertas para a presença de
Deus. Sua tarefa contínua é interpretar a Bíblia, à luz de uma cosmovisão
contemporânea e da melhor pesquisa histórica, e, ao mesmo tempo, interpretar a
sociedade, à luz da narrativa evangélica;
3. Os
liberais ressaltam as implicações éticas do cristianismo. O cristianismo não é
um dogma a ser crido, mas um modo de viver e conviver, um caminho de vida.
Mostraram-se inclinados a ter uma visão otimista da mudança e acreditar que o
mal é mais uma ignorância. Por ter vários atributos até divergentes, o liberal
causa alergia para uns e para outros é motivo de certa satisfação, por ser
considerado portador de uma mente aberta para o diálogo com posições
contrárias.
As grandes
batalhas causadas pelo liberalismo foram travadas dentro das grandes
denominações históricas. Muitos pastores que haviam saído dos EUA no intuito de
se pós-graduarem nas grandes universidades teológicas da Europa,
especificamente na Alemanha, em que a teologia liberal abraçava as teorias
destrutivas da Alta Crítica produzida pelo racionalismo humanista, acabaram
retornando para os EUA completamente descrentes nos fundamentos do cristianismo
histórico. Os liberais, devido à tolerância inicial dos fiéis para com a sã
doutrina, tiveram tempo de fermentar as grandes denominações e conseguiram
tomar para si os grandes seminários, rádios e igrejas, de modo que não sobrou
outra alternativa para grande parte dos fundamentalistas senão sair dessas
denominações e se organizar em novas denominações. Daí surgiram os Batistas
Regulares (que formaram a Associação Geral das Igrejas Batistas Regulares, em
1932), os Batistas Independentes, as Igrejas Bíblicas, as Igrejas Cristãs
Evangélicas, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (em 1936, que mudou seu
nome para Igreja Presbiteriana Ortodoxa), a Igreja Presbiteriana Bíblica (em
1938), a Associação Batista Conservadora dos Estados Unidos (em 1947), as
Igrejas Fundamentalistas Independentes dos Estados Unidos (em 1930) e muitas
outras denominações que existem ainda hoje.
Podemos dizer
que algumas das características do cristianismo ortodoxo se baseiam nos
seguintes pontos:
Manter fidelidade incondicional à Bíblia, que
é inerrante, infalível e verbalmente inspirada;
Acreditar que o que a Bíblia diz é verdade
(verdade absoluta, ou seja, verdade sempre, em todo lugar e momento);
Julgar todas as coisas pela Bíblia e ser
julgado unicamente por ela;
Afirmar as verdades fundamentais da fé cristã
histórica: a doutrina da Trindade, a encarnação, o nascimento virginal, o
sacrifício expiatório, a ressurreição física, a ascensão ao céu, a segunda
vinda do Senhor Jesus Cristo, o novo nascimento mediante a regeneração do
Espírito Santo, a ressurreição dos santos para a vida eterna, a ressurreição
dos ímpios para o juízo final e a morte eterna e a comunhão dos santos, que são
o Corpo de Cristo.
Ser fiel à fé e procurar anunciá-la a toda
criatura;
Denunciar e se separar de toda negativa
eclesiástica dessa fé, de todo compromisso com o erro e de todo tipo de
apostasia;
Batalhar firmemente pela fé que foi concedida
aos santos.
Contudo, o
liberalismo, em sua apostasia, nega a validade de quase todos os fundamentos da
fé, como, por exemplo, a inerrância das Escrituras, a divindade de Cristo, a
necessidade da morte expiatória de Cristo, seu nascimento virginal e sua
ressurreição. Chegam até mesmo a negar que existiu realmente o Jesus narrado
nas Escrituras. A doutrina escatológica liberal se baseia no universalismo
(todas as pessoas serão salvas um dia e Deus vai dar um jeito até na situação
do diabo) e, consequentemente, para eles, não existe inferno e muito menos o
conceito de pecado. O liberalismo é um sistema racionalista que só aceita o que
pode ser "provado" cientificamente pelos próprios conhecimentos
falíveis, fragmentados e limitados do homem.
Os primeiros
estudiosos que aplicaram o método histórico-crítico sem critérios ao estudo das
Escrituras negavam que a Bíblia fosse, de fato, a Palavra de Deus inspirada.
Segundo eles, a Bíblia continha apenas a Palavra de Deus.
O liberalismo
teológico tem procurado embutir no cristianismo uma roupagem moderna: pegam as
últimas ideias seculares e, sorrateiramente, espalham no mundo cristão. J.G.
Machem, em seu livro Cristianismo e liberalismo, trata deste assunto com
maestria. Na contracapa, podemos ver uma pequena comparação entre o
cristianismo e o liberalismo: "O liberalismo representa a fé na
humanidade, ao passo que o cristianismo representa a fé em Deus. O primeiro não
é sobrenatural, o último é absolutamente sobrenatural. Um é a religião da
moralidade pessoal e social, o outro, contudo, é a religião do socorro divino.
Enquanto um tropeça sobre a 'rocha de escândalo', o outro defende a
singularidade de Jesus Cristo. Um é inimigo da doutrina, ao passo que o outro
se gloria nas verdades imutáveis que repousam no próprio caráter e autoridade
de Deus".
Muitos, por
buscarem aceitação teológica acadêmica, têm-se comprometido fatalmente, pois,
na prática, os liberais tentam remover do cristianismo todas as coisas que não
podem ser autenticadas pela ciência. Sempre que a ciência contradiz a Bíblia, a
ciência é preferida e a Bíblia, desacreditada.
Hoje, a
animosidade que demonstram para com a Bíblia tem caracterizado aqueles que
crêem que ela é literalmente a Palavra de Deus e inerrante (sem erros em seus
originais) como "fundamentalistas".1 Ora, podemos por acaso negociar
o inegociável?
Os liberais
acusam os evangélicos de transformarem a Bíblia em um "papa de
papel", ou seja, em um ídolo. Com isso, culpam os evangélicos de
bibliolatria.2 Estamos cientes de que tem havido alguns exageros por parte de
alguns fundamentalistas evangélicos, mas a verdade é que os "eruditos"
liberais têm-se mostrado tão exagerados quanto muitos do que eles denominam de
fundamentalistas. Teoricamente falando, a maioria dos liberais acredita em
Deus, supondo que Ele pode intervir na história da humanidade, porém, na
prática, e com frequência, mostram-se muito mais deístas.3 Normalmente, os
liberais também favorecem o "relativismo", ou seja, difundem que no
campo da verdade não há absolutos. Segundo este raciocínio, se não há verdades
absolutas, então, as verdades da Bíblia (que são absolutas) são relativas,
logo, não podem ser a Palavra de Deus. Tendo rejeitado a Bíblia como a
infalível Palavra de Deus e aceitado a idéia de que tudo está fluindo, o
teólogo liberal afirma que não é segura qualquer idéia permanente a respeito de
Deus e da verdade teológica.
Levando o pensamento existencialista às últimas consequências, conclui-se que: se quisermos que a Bíblia tenha algum valor para a modernidade e fale ao homem moderno, temos de criar uma teologia para cada cultura, para cada contexto, onde nenhum ensino é absoluto, mas relativo, variando conforme o contexto sociocultural. Obviamente, tal pensamento possui fundamento em alguns pontos, mas daí ao radicalismo de pregar que nada é absoluto, isso já extrapola e fere diversos princípios bíblicos.
Raízes
O liberalismo
teológico começou a florescer de forma sistematizada devido à influência do
racionalismo de Descartes e Spinoza, nos séculos 17 e 18, que redundou no
iluminismo.4 O liberalismo opunha-se ao racionalismo extremado do iluminismo.
Na verdade,
quando a igreja começa a flertar com o liberalismo e se render aos seus
interesses, ela perde sua autoridade e deixa de ser embaixadora de Deus. A
história tem provado que onde o liberalismo teológico chega a Igreja morre.
Este é um aviso solene que deve estar sempre trombeteando em nossos ouvidos.
A baixa crítica
Conforme
Gleason L. Archer Jr, "a 'baixa crítica' ou crítica textual se preocupa
com a tarefa de restaurar o texto original na base das cópias imperfeitas que
chegaram até nós. Procura selecionar as evidências oferecidas pelas variações,
ou leituras diferentes, quando há falta de acordo entre os manuscritos
sobreviventes, e pela aplicação de um método científico chegar àquilo que era
mais provavelmente a expressão exata empregada pelo autor original".5
A alta crítica
J. G.
Eichhorn, um racionalista germânico dos fins do século 18, foi o primeiro a
aplicar o termo "alta crítica" ao estudo da Bíblia. E, por esse
motivo, ele tem sido chamado de "o pai da crítica do Antigo
Testamento". Segundo R. N. Champlin, "a 'alta crítica' aponta para o
exame crítico da Bíblia, envolvendo qualquer coisa que vá além do próprio texto
bíblico, isto é, questões que digam respeito à autoria, à data, à forma de
composição, à integridade, à proveniência, às idéias envolvidas, às doutrinas
ensinadas, etc. A alta crítica pode ser positiva ou negativa em sua abordagem,
ou pode misturar ambos os pontos de vista".6 Mas o que temos visto na
prática é que esta forma de crítica tem negado as doutrinas centrais da fé cristã,
em nome da ciência, da modernidade e da razão. O que fica evidente é que alguns
críticos partem com o intuito de desacreditar a Bíblia, devido a alguns
pressupostos naturalistas, chegando ao cúmulo de dizer que a Igreja inventou
Jesus.
Conforme
Norman Geisler "a alta crítica pode ser dividida em negativa (destrutiva)
e positiva (construtiva). A crítica negativa, como o próprio nome sugere, nega
a autenticidade de grande parte dos registros bíblicos. Essa abordagem, em
geral, emprega uma pressuposição anti-sobrenatural".7
Métodos
aplicados a qualquer tipo de literatura passaram a ser aplicados também à
Bíblia, com grandes doses de ceticismo (no que diz respeito à validade
histórica e à integridade de seus livros), com invenções de entusiastas que
tinham pouca base nos fatos históricos. Assim, onde vemos nas narrativas da
Bíblia fatos sobrenaturais esta teologia lhes confere interpretações naturais,
retirando da Palavra de Deus todas as intervenções miraculosas. Claramente é
impróprio, ou mesmo blasfematório, nos colocarmos como juízes sobre a Bíblia.
Penosamente,
a "alta crítica" tem empregado uma metodologia faltosa, caindo em
alguns pressupostos questionáveis. E, devido aos seus resultados, ultimamente
vem sendo descrita como "alta crítica destrutiva". Para melhor
compreensão, veja, a seguir, o quadro comparativo:8
Parâmetros /
Crítica positiva (construtiva) / Crítica negativa (destrutiva)
Base /
Sobrenaturalista / Naturalista
Regra / O
texto é "inocente até que prove ser culpado" / O texto é
"culpado até que prove ser inocente"
Resultado / A
Bíblia é completamente verdadeira / A Bíblia é parcialmente verdadeira
Autoridade
final / Palavra de Deus / Mente do homem
Papel da
razão / Descobrir a verdade (racionalidade) / Determinar a verdade
(racionalismo)
C. S. Lewis,
sem dúvida o apologista cristão mais influente do século 20, em seu artigo
"A teologia moderna e a crítica da Bíblia", tece os seguintes
comentários:
"Em
primeiro lugar, o que quer que esses homens possam ser como críticos da Bíblia,
desconfio deles como críticos9 [...] Se tal homem chega e diz que alguma coisa,
em um dos evangelhos, é lendária ou romântica, então quero saber quantas lendas
e romances ele já leu, o quanto está desenvolvido o seu gosto literário para
poder detectar lendas e romances, e não quantos anos ele já passou estudando
aquele evangelho10 [...] os críticos falam apenas como homens; homens
obviamente influenciados pelo espírito da época em que cresceram, espírito esse
talvez insuficientemente crítico quanto às suas próprias conclusões11 [...] Os
firmes resultados da erudição moderna, na sua tentativa de descobrir por quais
motivos algum livro antigo foi escrito, segundo podemos facilmente concluir, só
são 'firmes' porque as pessoas que sabiam dos fatos já faleceram, e não podem
desdizer o que os críticos asseguram com tanta autoconfiança".12
Prove e veja
Na
Universidade de Chicago, Divinity School, em cada ano eles têm o que chamam de
"Dia Batista", quando cada aluno deve trazer um prato de comida e
ocorre um piquenique no gramado. Nesse dia, a escola sempre convida uma das
grandes mentes da literatura no meio educacional teológico para palestrar sobre
algum assunto relacionado ao ambiente acadêmico.
Certo ano, o
convidado foi Paul Tillich,13 que discursou, durante duas horas e meia, no
intuito de provar que a ressurreição de Jesus era falsa. Questionou estudiosos
e livros e concluiu que, a partir do momento que não haviam provas históricas
da ressurreição, a tradição religiosa da igreja caía por terra, porque estava
baseada num relacionamento com um Jesus que, de fato, segundo ele, nunca havia
ressurgido literalmente dos mortos.
Ao concluir
sua teoria, Tillich perguntou à platéia se havia alguma pergunta, algum
questionamento. Depois de uns trinta segundos, um senhor negro, de cabelos
brancos, se levantou no fundo do auditório: "Dr Tillich, eu tenho uma
pergunta, ele disse, enquanto todos os olhos se voltavam para ele. Colocou a
mão na sua sacola, pegou uma maçã e começou a comer... Dr Tillich... crunch,
munch... minha pergunta é muito simples... crunch, munch... Eu nunca li tantos
livros como o senhor leu... crunch, munch... e também não posso recitar as
Escrituras no original grego... crunch, munch... Não sei nada sobre Niebuhr e
Heidegger... crunch, munch... [e ele acabou de comer a maçã] Mas tudo o que eu
gostaria de saber é: Essa maçã que eu acabei de comer... estava doce ou azeda?
"Tillich
parou por um momento e respondeu com todo o estilo de um estudioso: 'Eu não
tenho possibilidades de responder essa questão, pois não provei a sua maçã'.
"O
senhor de cabelos brancos jogou o que restou da maçã dentro do saco de papel,
olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente: 'O senhor também nunca provou do meu
Jesus, e como ousa afirmar o que está dizendo?". Nesse momento, mais de
mil estudantes que estavam participando do evento não puderam se conter. O
auditório se ergueu em aplausos. Dr. Tillich agradeceu a platéia e,
rapidamente, deixou o palco".
É essa a diferença!
É fundamental
considerar que tudo o que engloba a fé genuinamente cristã está amparado em um
relacionamento experimental (prático) com Deus. Sem esse pré-requisito, ninguém
pode seriamente afirmar ser um cristão. Seria muito bom se os críticos se
atrevessem a experimentar este relacionamento antes de tecerem suas conjeturas.
Se assim fosse, certamente se lhes abriria um novo horizonte para suas
proposições e, quem sabe, entenderiam que o sobrenatural não é uma brecha da
lei natural, mas, sim, uma revelação da lei espiritual.
Notas de referência:
1 O
fundamentalismo foi um movimento surgido nos Estados Unidos durante e
imediatamente após a 1ª Guerra Mundial, a fim de reafirmar o cristianismo
protestante ortodoxo e defendê-lo contra os desafios da teologia liberal, da
alta crítica alemã, do darwinismo e de outros pensamentos considerados danosos
para o cristianismo.
2 Adoração à
Bíblia.
3 Segundo a
comparação clássica entre Deus e o fabricante de um relógio, Deus, no
princípio, deu corda ao relógio do mundo de uma vez para sempre, de modo que
ele agora continua com a história mundial sem a necessidade de envolvimento da
parte de Deus.
4 O
Iluminismo enfatizava a razão e a independência e promovia uma desconfiança
acentuada da autoridade. A verdade deveria ser obtida por meio da razão,
observação e experiência. O movimento foi dominado pelo anti-sobrenaturalismo e
pelo pluralismo religioso.
5 ARCHER,
Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? Edições Vida Nova, p.54.
6 CHAMPLIN,
R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol 1. Candeia, p. 122.
7 GEISLER,
Norman. Enciclopédia de Apologética. Editora Vida, p.113.
8 Ibid. p.
116.
9 MCDOWELL,
Josh. Evidência que exige um veredicto. Vol 2. Editora Candeia, p.522.
10 Ibid.,
p.526.
11 Ibid.,
p.526.
12 Ibid.,
p.528.
13 Paul Tillich nasceu em 20 de agosto de 1886, em Starzeddel, na Prússia Oriental, perto de Guben. Foi um teólogo-filósofo e representante do existencialismo religioso.
A
palavra “dispensação” vem do “latim” e significa “dispensatio”, que dizer
“dispensar”, “distribuir”.
- Uma
“Dispensação” é um período de tempo em que o homem é experimentado em
relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto
permissiva como diretiva de Deus. Na Bíblia podem discriminar-se “sete
dispensações”:
1ª
Dispensação – “Inocência”
A primeira
dispensação é a da inocência. Ela teve inicio na criação e se estendeu até a
queda de Adão. [iniciou em Gn. 1.28; e terminou em Gn. 3.7,24] (o tempo dessa
dispensação não foi revelado).
2ª Dispensação – “Consciência”
Esta dispensação
começou em Gênesis 3.24 que abrange da queda do homem até o Dilúvio (Gn.
7.21,22) – (o período dessa Dispensação foi cerca de 1.656 anos).
3ª Dispensação – “Governo Humano”
Esta Dispensação
começou em Gênesis 8.20 do Dilúvio até Abrão Gn. 12.1 (o período dessa Dispensação foi de
427 anos).
4ª Dispensação – “Patriarcal ou Aliança”
Esta Dispensação teve
inicio com a Aliança de Deus com Abraão (Gn. 12.1) e terminou na Lei, no monte
Sinai (Ex. 19.1-8)
(o
período dessa Dispensação foi de 430 anos).
5ª Dispensação – “Lei”
Esta Dispensação
começou em (Êxodo 19.1-8) com Moisés e terminou em Cristo (Mt. 27)
(o
período dessa Dispensação foi de 1.430 anos).
6ª Dispensação – “Graça”
Esta Dispensação
iniciou com a morte e ressurreição de Cristo Jesus nosso Senhor (Mt capítulos
27 e 28) (Era Cristã) – e terminará na evidencia da ocasião do Arrebatamento da
Igreja (2 Ts. 4.16).
(O período dessa Dispensação Indeterminado) -
(Mt. 24.36).
7ª Dispensação – “Milênio”
Esta
Dispensação é conhecida como a Dispensação do “Reino”, iniciará com a volta
pessoal de Cristo (Ap. 19.11-16) e terminará um pouco antes do Juízo Final (Ap.
20.1-6)
(o período dessa Dispensação é de 1000 anos).
As respectivas posições fundamentais, tanto do Calvinismo como do Arminianismo, são ensinadas nas Escrituras. O Calvinismo exalta a graça de Deus como a única fonte de salvação — e assim o faz a Bíblia; o Arminianismo acentua a livre vontade e responsabilidade do homem — e assim o faz a Bíblia. A solução prática consiste em evitar os extremos antibíblicos de um e de outro ponto de vista, e em evitar colocar uma idéia em aberto antagonismo com a outra. Quando duas doutrinas bíblicas são colocadas em posição antagônica, uma contra a outra, o resultado é uma reação que conduz ao erro. Por exemplo: a ênfase demasiada à soberania e à graça de Deus na salvação pode conduzir a uma vida descuidada, porque se a pessoa é ensinada a crer que conduta e atitude nada têm a ver com sua salvação, pode tornar-se negligente. Por outro lado, ênfase demasiada sobre a livre vontade e responsabilidade do homem, como reação contra o Calvinismo, pode trazer as pessoas sob o jugo do legalismo e despojá-las de toda a confiança de sua salvação. Os dois extremos que devem ser evitados são: a ilegalidade e o legalismo.
( Conhecendo as Doutrinas
da Bíblia – Editora Vida)
DEUS E A CRIAÇÃO
“No
principio criou Deus os céus e a terra” (Gn. 1.1)
“No
principio” “criou” “Deus” “os
céus” “e a
terra”
H Hebraico = Berexit
Bará Elohim et hashamaim we haeretz
1. No Principio
Aqui não há nenhuma definição sobre
o tempo. Nos estudos e conclusões de muitos estudiosos, e teólogos da palavra
de Deus, é que existe milhões e milhões de “anos”, entre o Primeiro e o Segundo
Versículo da Bíblia (entre os ver. 1e2).
2. Criou Deus
Deus
se apresenta como a Origem de todas as coisas. Quando a Bíblia expressa “Criar”
é usada uma palavra Hebraica “Bará”, que significa
“Fazer algo do nada”. Foi exatamente isto que aconteceu! (Sl. 33.9;
145.5; Hb. 11.3). “Tudo veio do
nada” - Só Pela Palavra de Deus. Gloria a Deus por isso!
3. Os Céus
A
palavra “Céus” na língua original Hebraica é “Chamaim”,
com terminação “im”, que indica o plural no Hebraico.
Isto mostra que há mais que um só Céu.
Biblicamente
existe três “Céus” :
|
1. Primeiro “CÉU”
(AURONOS) =
“Inferior” = as Nuvens (Lc. 17.24) 2. Segundo
“CÉU” (MESSORANIOS) = Intermediário = Universo (Gn 15.5) 3. Terceiro “CÉU” (EPORANIOS) =
Superior = Morada de Deus (2 Co 12.2) |
5 motivos para você estudar teologia
Você já pensou em fazer um curso de teologia? Pois saiba que a teologia pode ser muito útil na vida de todos. Seja para se aproximar mais de Deus ou aplicar a teologia no seu ministério cristão, o que este curso ensina pode mudar a sua vida e até a sua carreira. Afinal, o que é a teologia senão a chance de se aprofundar nos mistérios divinos e ser um cristão melhor?
Confira algumas dicas para estudar teologia que vão te fazer querer começar agora mesmo:
. Se aprofundar na palavra de Deus
O primeiro e mais importante motivo para se fazer um curso de teologia é se aprofundar nos ensinamentos de Deus. Estudar e aprender a analisar e interpretar a Bíblia e temas relacionados a religião e a Deus são importantes para qualquer cristão. Se você tem um papel ativo na sua igreja, a teologia se torna crucial para desempenhar bem a sua função.
2. Ter uma base sólida para guiar suas atitudes
Precisamos guiar nossas atitudes segundo a palavra e as leis de Deus. O cristão precisa estudar teologia para entender exatamente os ensinamentos do Senhor e aí então poder coloca-los em prática na sua vida. A teologia oferece a todos a possibilidade de construir uma base sólida para a sua fé, se aproximando de Deus de forma efetiva, sem margem para achismos e equívocos. Ter atitudes cristãs é o dever de todo aquele que se diz cristão.
3. Defender sua fé
Essa base sólida também serve para defender as suas crenças perante o mundo. Há sempre quem duvide e ataque os ensinamentos de Deus, mas o curso de teologia te prepara para explicar de forma clara e fundamentada a sua fé. Se você desenvolve um trabalho dentro da fé, precisa saber como argumentar em defesa do cristianismo.
4. Levar a palavra de Deus para mais pessoas
Quando você conhece e entende a sua fé e sabe dizer com certeza porque é cristão, é um sinal de que está apto a espalhar a palavra de Deus e garantir que mais pessoas tenham acesso a ela. O que ensina a teologia permite que você tenha o conhecimento e a desenvoltura para aproximar de Deus novos fiéis e reaproximar ou aproximar ainda mais os antigos. Seja exercendo um ministério ou conversando com um vizinho, você pode mudar a vida de alguém levando Deus até ele.
5. Ter uma compreensão científica e sistemática do cristianismo
O que é a teologia? Uma ciência que faz o estudo sistemático de Deus, dos textos sagrados, da religião, enfim, de tudo que é pertinente ao cristianismo. Estudar teologia é uma tarefa séria, que leva em consideração estudos, provas científicas, marcos históricos, tudo isso de forma organizada, facilitando a compreensão de diversos temas cristãos.
Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade.(2 Timóteo 2.15)
HOMILÉTICA - PARTE 1
Sendo
a HOMILÉTICA a "Arte de Pregar", deve ser considerada a mais nobre
tarefa existente na terra. O próprio Senhor Jesus Cristo em Lucas 16 : 16
disse: Ide pregai o evangelho... Quando a Homilética é observada e aplicada,
proporciona-se ao ouvinte uma melhor compreensão do texto. A observação da
Homilética traz orientação ao orador.
A
Eloquência é um termo derivado
Latim “Eloquentia” que significa: “Elegância no falar, Falar
bem, ou seja, garantir o sucesso de sua comunicação, capacidade de
convencer”. É a soma das qualidades do pregador. Não é gritaria,
pularia ou pancadaria no púlpito. A elocução é o meio mais comum para a
comunicação; portanto devemos
observar três pontos importantes do pregador:
1. “Voz”.
â
â Audível Todos possa ouvir.
â Entendível Todos possa entender.
â Pronunciar claramente as palavras.
â Leitura incorreta, não observa as pontuações e acentuações.
â Quantidade de palavras que conhecemos.
â Fácil de falar - comum a todos, de fácil compreensão - saber o
significado.
â Evitar as gírias, Linguagem incorreta, Ilustrações impróprias.
â Quando estiver pregando – Nunca colocar as mãos no bolso.
Algumas Regras de
â Procurar ler o mais que puder sobre o assunto a ser exposto.
â Conhecimento do publico ouvinte.
â Procurar saber o tipo de reunião e o nível dos ouvintes.
â Seriedade, pois o orador não é um animador de platéia.
â Ser objetivo, claro para não causar nos ouvintes o desinteresse.
â Utilizar uma linguagem bíblica.
â Evitar usar o pronome EU e sim o pronome NÓS.
3. “Postura”.
â Ficar em posição de nobre atitude.
â Olhar para os ouvintes.
â Não demonstrar rigidez e nervosismo.
â Evitar exageros nos gestos.
â Não demonstrar indisposição.
â Evitar as leituras prolongadas.
â Sempre preocupado com a indumentária. (Cores, Gravata, Meias)
â Cabelos penteados melhora muito a aparência.
â O assentar também é muito importante. “Lembre-se que existem muitos
ouvintes, e estão atentos, esperando receber alguma coisa boa da parte de Deus
através de você”.
O Preparo da Pregação
a) O Preparo Constante
b) O Preparo Específico
verdadeira pregação bíblica, como já vimos, é a exposição da verdade divina contida na
Palavra de Deus. O texto bíblico é o que dá autoridade à mensagem, é o que nos capacita a dizer: “assim diz o Senhor”.
c) A Interpretação do Texto
Por exemplo, a palavra MUNDO com três significados diferentes:
LINKS DE VÍDEOS DICAS DE HOMILÉTICA👇
https://www.youtube.com/watch?v=phIVXCYXDjQ&t=123s
https://www.youtube.com/watch?v=vHwDZ7g_qqI&t=30s
https://www.youtube.com/watch?v=1Dv0CQg3KuM&t=34s
https://www.youtube.com/watch?v=U4k8aXj-5bg&t=26s
https://www.youtube.com/watch?v=AyCANLm7hO0&t=34s
https://www.youtube.com/watch?v=45WK_J7ZrqM&t=62s
https://www.youtube.com/watch?v=2mCWAOC-VdA&t=19s
https://www.youtube.com/watch?v=mXxQ8uA7jBA&t=73s
Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia
A cognoscibilidade da doutrina
Algumas pessoas evitam o estudo da doutrina cristã porque estão convictas de que é muito difícil ou complexa para ser entendida. Todas as pessoas são responsáveis por adquirir conhecimentos doutrinários segundo permitem suas faculdades mentais e seu nível cultural. As Escrituras mandam que todos os cristãos aprendam a doutrina. Geralmente, os obstáculos espirituais, passíveis de ser removidos - e não os intelectuais irremovíveis - impedem os cristãos de avançar na compreensão doutrinária (Hb 5.11-14). Cristo tem dado mestres à Igreja a fim de que ajudem os crentes a compreender a doutrina (Ef 4.11).
Fica claro que esses mestres devem dominar a doutrina num nível mais alto do que a maioria dos demais cristãos, mas assim fazem com o propósito de transmitir tanta verdade quanto possível ao restante dos membros do Corpo de Cristo.
A doutrina ortodoxa é bastante difícil, pois requer honestidade e disciplina, porém é bastante fácil para que - com as exceções mencionadas acima - todos quantos procuram a graça de Deus e que façam o esforço necessário possam aprendê-la (2 Pe 3.16-18).
A doutrina e a salvação
Ao considerar a pertinência da doutrina, mencionei que a salvação de uma pessoa pode depender, até certo ponto, da compreensão da doutrina. Posto que essa questão é tão freqüentemente disputada em nossos dias, merece ser examinada mais de perto.
Quase todos os que reconhecem Jesus Cristo de alguma maneira estão de acordo que os que completa e explicitamente O repudiam estão perdidos. Muitos, porém, acham difícil crer que alguns podem pensar sinceramente que estão seguindo a Cristo e ainda estar perdidos devido as suas crenças heréticas. O próprio Jesus prometeu: "Buscai, e achareis" (Mt 7.7); Os que buscam a Cristo não vão achá-lo, portanto? E não existem muitos membros sinceros de grupos que os evangélicos designam como hereges que realmente desejam encontrar a Cristo? Podem até mesmo ler a Bíblia com mais aplicação do que muitos membros evangélicos da Igreja; podem expressar um desejo ardente de conhecer a Deus e de obedecer a Ele; podem procurar com todo o zelo proclamar a mensagem de Cristo conforme foram ensinados a fazer. Eles, portanto, não estão buscando a Cristo, e não o encontrarão em seguida, de conformidade com a Sua promessa? E se for assim, como a salvação poderá depender das crenças doutrinárias?
Estas perguntas podem ser respondidas à luz dos seguintes princípios bíblicos:
(1) Nem todos os que reconhecem a Jesus como Senhor serão salvos. Essa é a conclusão direta das palavras de Jesus em Mateus 7.21. O simples reconhecimento de que Jesus é Senhor não garante a salvação de uma pessoa. Essa confissão pode ser somente da boca para fora, conforme demonstra a recusa de obedecer-lhe como Senhor (Lc 6.46). Ou alguém pode chamá-lo de "Senhor" sem querer significar o mínimo daquilo que a Bíblia quer dizer. E isso me leva ao segundo princípio.
(2) Muitos daqueles que alegam que confessam Cristo estão crendo "noutro Jesus", e ou estão enganados ou são engana dores. Conclui-se, assim, direta men te de 2 Co rín- tios 11.4. Muitos daqueles que falam da fé em "Jesus" têm uma compreensão de quem e o que Jesus é, tão diferente da realidade, que não têm absolutamente nenhuma fé real no Jesus verdadeiro. Se uma pessoa pensasse que Buda era outro nome para Moisés, não a consideraríamos normalmente "budista", não importa quão piedosa e moralmente tenha posto em prática a sua crença em Buda. Da mesma forma, quem nega o conceito bíblico de Cristo não deve ser identificado como cristão, não importa quão religiosamente siga a sua crença.
Algumas pessoas que crêem "noutro Jesus" são, sem dúvida, insinceras, e Paulo nos adverte contra os "obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo" (2 Co 11.13). Gosto de pensar o melhor a respeito das pessoas, mesmo daquelas com as quais tenho discordado. Tenho conhecido, no entanto, algumas pessoas a respeito das quais tenho concluído, despra ze rosamente, que são simplesmente mentirosas. Essas pessoas sabem de modo bem consciente que a mensagem que propagam é falsa.
Por outro lado, algumas pessoas, mesmo sendo membros das igrejas cristãs, podem "ser desviadas" (2 Co 11.3b) por esses enganadores. É possível, portanto, que pessoas sinceras, mesmo aquelas que faziam parte da comunidade de cristãos verdadeiros, sejam enganadas a ponto de seguir "outro Jesus". Não que essas pessoas sejam perfeitamente inocentes - são mais como Eva que, embora enganada pela serpente (2 Co 11.3a), era culpada do seu pecado e foi considerada responsável por Deus (Gn 3.1-6, 13-16).
(3) Os que são zelosos nos assuntos religiosos não são necessariamente salvos. Em Romanos 10.2 Paulo disse a respeito dos seus irmãos judeus que repudiam Jesus: "Têm zelo de Deus, mas não com entendimento". Pressupõe-se que o fervor implica sinceridade, ou seja: o estado mental de crer que alguém está fomentando baseia-se na verdade. Os judeus que rejeitavam Jesus eram, na sua maior parte, zelosos e, portanto, sinceros nesse sentido - mas mesmo assim estavam perdidos (Rm 10.1-3). Seu fervor visava, em especial, à justificação diante de Deus - mas a procuravam na base das suas próprias obras, como se a salvação fosse por obras, em vez de receberem a justificação que pode ser recebida de Cristo mediante a fé (Rm 9.30-10.4).
Mateus 23.15 refere-se a um fervor de outra índole - fervor este que procura converter os outros. Os fari seus estavam extremamente zelosos na obra missionária, mas tudo quanto conseguiram fazer era levar as pessoas a doutrinas falsas. O fervor no testemunhar ou no proselitizar não indica que um grupo religioso é o povo de Deus.
(4) Nenhum ser humano pode realmente buscar a Deus a não ser que o Espírito de Deus tenha atraído essa pessoa; portanto, os que parecem estar buscando a Deus, mas que não vêem segundo a maneira de Deus, não estão buscando a Deus de modo nenhum. Em Romanos 3.11 Paulo cita Salmos 14.2, dizendo: "não há ninguém que busque a Deus". O pecado tem pervertido de tal maneira os seres humanos que ninguém entre nós busca a Deus por nossas próprias inclinações naturais. Isto porque "a inclinação da carne é inimizade contra Deus" (Rm 8.7). Fica claro que algumas pessoas realmente buscam a Deus, pois doutra forma Deus não nos chamaria para buscá-lo (Isaías 55.6 etc.). Mas quando as pessoas buscam a Deus, é somente porque Deus primeiramente as "buscara" e as atraíra para Si mediante a Sua graça (Lc 19.10; Jo 6.44; 15.16).
Quando as pessoas, portanto, parecem estar "buscando a Deus" - quando estudam a Bíblia (2 Pe 3.16), comparecem às reuniões, oram, mudam sua maneira de viver, procuram obedecer aos mandamentos, e falam do seu amor por Deus e Cristo - mas persistem em adorar a um Deus falso, ou honram a um Cristo falso, ou seguem um evangelho falso (Gl 1.7-9; 2 Co 11.4), devemos concluir que não estão realmente buscando a Deus. É mais provável que tenham estado buscando poder espiritual, segurança, paz mental, relacionamentos calorosos, conhecimentos, emoções, ou qualquer coisa que não seja simplesmente Deus. E a dizer isto, não estou alegando que todos os cristãos genuínos, por sua vez, têm buscado pura e simplesmente a Deus. Ao contrário, nosso testemunho como cristãos deve ser que estávamos caminhando pelo caminho errado quando Deus nos buscou e nos fez parar, e então nos conduziu a um novo caminho, estreito, que conduz à salvação em Jesus Cristo (Mt 7.13).
(5) Qualquer pessoa que realmente deseja saber a verdade a respeito de Deus e do Seu caminho da salvação, acima de todas as demais coisas, pode ser salva e será salva. Esse é o outro lado da moeda, por contraste com o tema anterior. Jesus prometeu que "o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (Jo 6.37). Sem dúvida alguma, teremos de chegar até ao Jesus verdadeiro segundo as Suas próprias condições. Judas chegou-se até ao Jesus verdadeiro, pelo menos exteriormente (Judas não sabia, na verdade, quem Jesus realmente era), mas não o seguiu segundo as próprias condições impostas por Jesus e, como conseqüência, estava perdido (Jo 7.12).
Para muita gente, o preço de abandonar a heresia é alto demais - a perda de amigos, a vergonha de ter de se confessar errado, as ameaças dos mestres da heresia no sentido de que todos os que deixam os seus ensinos estão perdidos. Mas a salvação está à disposição de qualquer pessoa que, mediante a graça de Deus, coloque a verdade (e Aquele que É a Verdade) acima de todas as demais coisas.
O cristianismo aberrante
Talvez pareça que o discerni mento doutrinário deve ser um procedimento bastante fixo nos mínimos detalhes para determinar se uma doutrina é ortodoxa ou herética. Afinal de contas, temos distinguido a ortodoxia da heresia de um modo tal que todas as possibilidades foram abrangidas. Ou uma doutrina é tal que os que a sustentam devem ser recebidos como cristãos (neste caso, é doutrina ortodoxa), ou não é (neste caso, é herética). Isso talvez parece implicar um ponto de vista "branco ou preto", segundo o qual toda a doutrina fica sendo ou completamente ortodoxa ou completamente herética.
Embora o discernimento doutrinário seria muito mais organizado e simples, se este fosse o caso, as coisas são lastimavelmente mais complicadas - de duas formas distintas, no mínimo.
Primeiramente, uma só doutrina nunca se mantém em isolamento de outras doutrinas, ao contrário, sempre faz parte de um sistema ou corrente de crenças mantidas por certa pessoa ou grupo. Algumas vezes esse sistema de crenças inclui muitas doutrinas que são ortodoxas, bem como algumas que são heréticas. Por exemplo: certo grupo religioso poderá sustentar que a Bíblia é a Palavra de Deus, que há um só Deus, que Jesus nasceu da virgem e ressuscitou dentre os mortos, e ainda negar a divindade de Jesus Cristo.
Esse sistema de crenças do grupo é herético, embora contenha muitas crenças verdadeiras. Além disso, as crenças heréticas do grupo geralmente o levam a entender mal ou a aplicar mal as próprias crenças verdadeiras que confessam, posto que as crenças tendem a ser interdependentes e, portanto, afetam-se mutuamente. Por isso, uma das tarefas do discernimento doutrinário é separar quais das crenças no sistema herético são realmente heréticas, quais não o são, e como as crenças não-heréticas são mal aplicadas por causa do sistema herético dentro do qual são afirmadas.
A segunda classe de complicações a serem notadas é que as pessoas freqüentemente sustentam crenças contrárias. Isso porque as pessoas são freqüentemente inconsistentes, e em alguns casos, podem manter crenças ortodoxas, mas também mantêm crenças que abalam ou contradizem suas crenças ortodoxas. A dificuldade que se apresenta em tais casos é a de determinar se o sistema é basicamente ortodoxo, ou não.
Por exemplo: muitos grupos que professam ser cristãos hoje em dia confessam a crença num só Deus, mas também falam que os seres humanos (normalmente cristãos em particular) são "deuses" em certo sentido. Essa contradição verbal pode ou não mostrar uma verdadeira contradição no modo de sustentar as suas crenças. Tornando ainda mais difíceis as coisas, há o fato de que esses grupos diferentes querem dizer coisas totalmente diferentes ao chamarem os crentes de "deuses".
Em alguns casos, fica evidente que realmente não crêem num único Deus, de modo nenhum. Em outros casos, fica claro que empregam a palavra "deuses" aos crentes de uma maneira tão figurada que sua confissão em um só Deus não sofre nenhuma contradição. Em outros casos, ainda, existe uma tensão real, e é difícil evitar a conclusão de que o grupo está mantendo conscientemente idéias contraditórias.
Para definir melhor esse fenômeno, é proveitoso chamar de aberrantes as doutrinas religiosas que ou subvertem as crenças ortodoxas do grupo ou estão em tensão com elas. Manter essas idéias aberrantes - um problema grave, e os que as mantêm devem considerar- se em pecado, e devem procurar colocar-se na conformidade. Especificamente, os que defendem tais erros não devem ter licença para ensinar ou oficiar na Igreja, e os que se recusam a abster-se de tais idéias aberrantes devem ser excomungados.
A acusação de que as crenças de uma pessoa ou de um grupo são aberrantes e graves não deve ser feita levianamente. Podemos sustentar que, em certo nível, qualquer crença incorreta está em tensão com as crenças ortodoxas, ou as subverte. Mas realmente me refiro, com a palavra "aberrante", somente às crenças falsas que danificam seriamente a integridade de uma confissão ortodoxa da fé.
Resumindo o assunto: o discer nimento doutrinário é uma tarefa difícil - que exige sensibilidade, um senso de proporção e de equilíbrio, e uma compreensão profunda daquilo que é essencial e daquilo que não o é. Heresias e erros novos sempre estão aparecendo, com novas percepções da verdade bíblica, e é necessário discernimento para perceber a diferença. Portanto, a tarefa do discernimento doutrinário é uma necessidade sempre real na Igreja Cristã.
(ICP - Instituto Cristão de Pesquisas)
ORTODOXIA BÍBLICA
A idéia da ortodoxia veio a ser importante na igreja a partir do século II por causa de conflitos, primeiramente com o gnosticismo e depois com outros erros a respeito da trindade e da pessoa de Cristo. A aceitação rigorosa da "regra de fé"(regula fidei) era exigida como uma condição prévia da comunhão, e surgiu uma multiplicidade de credos que explicavam essa "regra". Seja qual fosse a questão, as ESCRITURAS sempre eram o suporte para se definir a ortodoxia da Igreja.
É motivo de grande satisfação notarmos que as Escrituras contêm todos os fatos da teologia, admitindo verdades intuitivas, tanto intelectuais como morais, por causa da nossa constituição como seres racionais e morais.
Ao mesmo tempo admitem as Escrituras o poder controlador sobre as crenças exercido pelo ensino intimo do Espírito Santo, ou seja a experiência religiosa.
Esta verdade ao bem se ilustra na palavra do apóstolo Paulo que disse:
"A minha palavra, e a minha pregação não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder" (1 Cor. 2:4).
Esse ensino ou "demonstração" íntima do Espírito Santo limita-se às verdades objetivamente reveladas nas Escrituras, não como revelação de novas verdades, mas como iluminação da mente que a torna apta para perceber a verdade, a excelência e a glória das coisas anteriormente reveladas.
Assim disse o apóstolo Paulo em continuação da passagem:
"Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.
Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.
Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo" (1 Cor. 2:10-16).
Essa posição doutrinária e bíblica, simples e espiritual, deve ser a posição tomada por nós, posição do apóstolo Paulo. Uma pósição ORTODOXA.
Nessa posição a Bíblia contém todos os fatos e todas as verdades reveladas pelo Espírito de Deus ao homem.(Comunidade.net)
1. Se aprofundar na palavra de Deus
O primeiro e mais importante motivo para se fazer um curso de teologia é se aprofundar nos ensinamentos de Deus. Estudar e aprender a analisar e interpretar a Bíblia e temas relacionados a religião e a Deus são importantes para qualquer cristão. Se você tem um papel ativo na sua igreja, a teologia se torna crucial para desempenhar bem a sua função.
2. Ter uma base sólida para guiar suas atitudes
Precisamos guiar nossas atitudes segundo a palavra e as leis de Deus. O cristão precisa estudar teologia para entender exatamente os ensinamentos do Senhor e aí então poder coloca-los em prática na sua vida. A teologia oferece a todos a possibilidade de construir uma base sólida para a sua fé, se aproximando de Deus de forma efetiva, sem margem para achismos e equívocos. Ter atitudes cristãs é o dever de todo aquele que se diz cristão.
3. Defender sua fé
Essa base sólida também serve para defender as suas crenças perante o mundo. Há sempre quem duvide e ataque os ensinamentos de Deus, mas o curso de teologia te prepara para explicar de forma clara e fundamentada a sua fé. Se você desenvolve um trabalho dentro da fé, precisa saber como argumentar em defesa do cristianismo.
4. Levar a palavra de Deus para mais pessoas
Quando você conhece e entende a sua fé e sabe dizer com certeza porque é cristão, é um sinal de que está apto a espalhar a palavra de Deus e garantir que mais pessoas tenham acesso a ela. O que ensina a teologia permite que você tenha o conhecimento e a desenvoltura para aproximar de Deus novos fiéis e reaproximar ou aproximar ainda mais os antigos. Seja exercendo um ministério ou conversando com um vizinho, você pode mudar a vida de alguém levando Deus até ele.
5. Ter uma compreensão científica e sistemática do cristianismo
O que é a teologia? Uma ciência que faz o estudo sistemático de Deus, dos textos sagrados, da religião, enfim, de tudo que é pertinente ao cristianismo. Estudar teologia é uma tarefa séria, que leva em consideração estudos, provas científicas, marcos históricos, tudo isso de forma organizada, facilitando a compreensão de diversos temas cristãos.
Essa lista de motivos com certeza vai fazer qualquer cristão se interessar, e muito, por tudo o que ensina a teologia.
Basta estudar sobre a volta de Jesus sem preconceito para entender que haverá dois adventos distintos, intervalados por sete anos. Pessoas que não temem a Deus nem conhecem a sua Palavra zombam: "Quando Jesus voltar, vão matá-lo de novo. Dessa vez será por meio de cadeira elétrica, injeção letal, fuzilamento". No entanto, quando Ele se manifestar visivelmente, fará isso com grande poder e glória! Aos seus inimigos só restará uma alternativa: lamentar (Ap 1.7).
"Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me" (Lucas 9.23).
O discipulado cristão é uma questão contínua, ininterrupta. Somente uma autêntica renúncia tem valor sólido e duradouro, neste particular. Quão pouco sabemos, realmente, disso; mas quão necessário é, se quisermos ser servos genuínos do Senhor Jesus. Se desejamos servi-lo com inteireza de corpo,
coração e alma, o caminho a seguir é o caminho da cruz e nele está envolvido um custo muito alto--a nossa vida, diária e perenemente, até que sejamos absorvidos em Cristo.
A fim de ilustrar esta profunda proposta de Cristo, foi elaborada esta ilustração:
Três marginais de grande periculosidade foram presos e conduzidos, com os olhos vendados, a uma ilha deserta. Ali chegados, as vendas foram retiradas e as autoridades que os levaram até lá expuseram as ordens superiores, exigindo que fossem executadas antes que eles retornassem ao Q.G.
Deveriam construir três cruzes e distribui-las entre si. Em seguida, teriam de carregá-las, sem tentar abandoná-las ou destrui-las--total ou parcialmente.
O caminho que deveriam seguir seria a direção em frente. No fim da jornada teriam conquistado a liberdade. Iniciaram a caminhada sem saber se ela seria curta ou longa. As cruzes eram pesadas e a caminhada foi se tornando dura e cruel. A certa altura, um dos marginais tirou debaixo da camisa uma minúscula serra que escondera por ocasião do fabrico das aludidas cruzes e, sem parar para pensar sobre as possíveis consequências, começou a serrar as pontas da sua cruz, a fim de aliviar-lhe o peso. Os dois companheiros, não concordando com a idéia, continuaram a caminhada, dispostos a cumprirem as ordens recebidas sem qualquer tentativa de alterações, mesmo que estas lhes beneficiassem, pois estavam confiantes na liberdade prometida.
Não tardou muito e os três chegaram à praia. Tinham agora o mar pela frente, mas não podiam desistir da caminhada. Lançaram então suas cruzes sobre a água e deitaram sobre elas. Das suas próprias mãos fizeram os remos e assim, depois de algumas semanas de sofrimentos, lutas e privações as mais cruéis, finalmente, conquistaram a tão sonhada liberdade.
Todavia, o terceiro marginal, depois de haver tentado por todos os meios arriscar-se na travessia, acabou abandonado naquela ilha deserta. Por haver danificado a sua cruz no intuito de fugir ao peso do sofrimento, pereceu na solidão e no abandono.
Ao que deseja ardentemente alcançar a vitória e a liberdade verdadeira no fim da sua peregrinação terrena, Cristo diz: "Tome cada dia a sua cruz e siga-me."
Transcrito

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